A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 9 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

dizia que era por aí. Continuou mais…

dizia que era por aí. Continuou mais um instante naquela posição, viran-

do o braço direito e trazendo-o para perto dos olhos, procurando marcas

vermelhas indicativas de infecção, de algum veneno avançando com de-terminação para suas entranhas.

A palma da mão exibia um vermelho mortiço. Não era um bom sinal.

Eu toco punheta com a mão esquerda, pensou ele, pelo menos isso já é

alguma coisa.

Então a escuridão tomou conta dele e ele dormiu pelas 16 horas se-

guintes com o som do mar Ocidental batendo sem parar nos seus ouvidos

sonhadores.

 

Quando o pistoleiro acordou de novo o mar estava escuro, mas havia uma luminosidade fraca no céu nascente. A manhã estava a caminho. Ele se

sentou e quase foi submergido por ondas de vertigem.

Abaixou a cabeça e esperou.

Quando a fraqueza passou, olhou para a mão. Estava mesmo infectada

— filetes vermelhos inchando, tomando conta da palma e subindo pelo pulso. Paravam aí, mas ele já podia ver os primeiros indícios de outras

linhas vermelhas, que acabariam levando ao coração e o matando. Sentia-

se quente, febril.

Preciso de um remédio, pensou. Mas não há remédios aqui.

Será que teria chegado tão longe simplesmente para morrer? Não mor-

reria. E se tivesse mesmo de morrer a despeito de sua determinação, morreria a caminho da Torre.

Como você é incrível, pistoleiro!, dizia o homem de preto rindo dentro

de sua cabeça. Como é indomável! Como é romântico em sua estúpida obsessão!

— Vá se foder — resmungou ele, e bebeu água. Mas não sobrara

muita. Havia todo um mar na sua frente, mas de nada lhe servia; água, água por todo lado, mas nenhuma gota para beber. Não fazia mal.

Afivelou os cinturões, amarrou-os — um processo que levou tanto

tempo que, antes de ser concluído, a primeira fraca luminosidade da auro-

ra já anunciava o verdadeiro início do dia — e tentou se levantar. Só teve

certeza de que ia conseguir quando concluiu a manobra.