A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 60 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Conforme o plano original, uma limusine estaria…

Conforme o plano original, uma limusine estaria à espera na frente

do terminal com um motorista pronto para levá-lo rapidamente ao local

onde Balazar tratava de seus negócios, um bar no centro da cidade. Mas

evidentemente o plano original não incluía duas horas numa salinha branca,

duas horas de implacável interrogatório por um punhado de agentes adua-

neiros enquanto outro grupo drenava e depois revirava o conteúdo dos

tanques de dejetos do vôo 901, procurando o grande carregamento de

cuja existência suspeitavam, o grande carregamento que não sumiria nem

se dissolveria numa descarga.

Quando ele saiu, não havia limusine, é claro. O motorista teria certa-

mente suas instruções: se a mula não sair do terminal cerca de 15 minutos depois da saída do último passageiro, abandonar rapidamente o local. O motorista da limusine sem dúvida não usaria o telefone do carro, na realida-

de um rádio que poderia ser facilmente monitorado. Balazar, no entanto, depois de alguns telefonemas, descobriria que Eddie se metera em encrenca e ficaria preparado para se meter em encrenca também. Balazar podia ter

reconhecido a fibra de Eddie, mas isso não alterava o fato de que Eddie era um drogado. Não se podia achar que um drogado fosse um sujeito firme.

O que significava que havia uma possibilidade de a van da pizza

simplesmente parar no meio da rua, ao lado do táxi, com alguém apon-tando uma arma automática pela janela e o banco traseiro do táxi se transfor-mando numa coisa parecida com um sangrento ralador de queijo. Eddie,

contudo, estaria mais preocupado se o tivessem detido por quatro horas em vez de duas e seriamente preocupado se fossem seis horas em vez de quatro. Mas só duas... Achava que Balazar confiaria que ele teria ficado de boca

fechada pelo menos durante esse tempo. Mas iria querer saber do destino da mercadoria.

A verdadeira razão de Eddie não parar de olhar para trás era a porta. Ela o fascinava.

Enquanto os agentes da alfândega o conduziam semi-arrastado pelos

degraus da área administrativa do aeroporto Kennedy, ele olhara por cima do ombro e lá estava ela, uma visão improvável mas indubitável, indiscuti-velmente real, flutuando com ele a uma distância de cerca de um metro.

Podia ver as ondas rolando sem parar, batendo na areia; viu que lá o dia estava começando a escurecer.