A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 114 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Elas — diz Eddie, fazendo um…

— Elas — diz Eddie, fazendo um gesto para a praia. — Chac, chum

e esta merda toda. Acho que são como nós, Roland... querem comer, mas

não gostam muito de ser comidas.

De repente, com um choque de horror, Roland percebe de onde os

pedaços rosa-esbranquiçados de carne que Eddie lhe havia servido tinham

vindo. Não consegue falar; a náusea lhe rouba o pouco de voz que já tinha

conseguido recuperar. Mas Eddie vê em seu rosto tudo que ele quer dizer.

— O que acha que fiquei fazendo? — Eddie quase rosna. — Ligando

para o Disque-lagosta?

— São venenosas — sussurra Roland. — É por isso que...

— É, é por isso que você está hors de combat. O que estou tentando

impedir, Roland meu amigo, é que você vire também hors d'oeuvres dessas

coisas. O veneno é relativo, cascavéis são venenosas, mas as pessoas as

comem. E cascavéis são realmente gostosas. Têm gosto de frango. Li em

algum lugar. Achei que elas eram como as lagostas e resolvi tentar. Afinal,

o que íamos comer? Areia? Dei um tiro numa das porras e fiz uma

churrascada. Não tínhamos mais nada. E sem dúvida elas são muito

saborosas. Tenho atirado no início da noite, logo depois de o sol começar

a se pôr. Elas só ficam realmente espertas depois que escurece de todo.

Não sei como você ainda não tinha começado a comê-las.

Eddie sorri.

— Gosto de imaginar que peguei uma das que comeram Jack. Gosto

de pensar que estou comendo aquele puto. É uma idéia que deixa minha

cabeça leve, percebe?

— Uma delas também comeu uma parte de mim — diz o pistoleiro

num tom áspero. — Dois dedos da mão, um do pé.

— Isso também é legal — Eddie continua sorrindo. Seu rosto, no

entanto, está pálido, como a cara de um tubarão... Mesmo assim, um

pouco daquele olhar mau desapareceu, e o cheiro de merda e morte que

rondava em volta dele como um sudário parece estar indo embora.

— Vá se foder — chia o pistoleiro.

— Finalmente Roland mostra um lampejo de energia! — grita Eddie.

— Acho que, no final das contas, você não vai morrer! Incrível! Acho isso

fan-tástico!