A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Acho! Meu Deus, acho!
Então faça o que eles estão esperando. Grite. Chore e implore. Peça
alguma coisa para colocar na cabeça. Tenho certeza que esperam que você
faça isso e tenho certeza de que têm alguma coisa. Faça tudo isso, deixe-os
seguros a seu respeito e você poderá sentir até que ponto a situação está sob
controle.
Não estou entendendo o que está querendo...
Estou querendo dizer que se eles acharem que alguma coisa não está chei-
rando bem, estaremos dando passos largos para a morte de seu precioso irmão.
É o que você quer?
Tudo bem. Vou ficar normal. Vai parecer que estou meio pirado, mas
vou estar agindo normalmente.
É assim que você diz? Tudo bem, então. Certo. Fique normal.
— Não é desse jeito que o acordo devia ser cumprido — disse Eddie,
passando por Col e falando diretamente para os tufos na orelha de Jack
Andolini. — Não é, porque tomei conta da mercadoria de Balazar e fiquei
de boca fechada enquanto outros teriam vomitado cinco nomes para cada
ano de redução da pena.
— Balazar achou que seu irmão ficaria mais seguro com ele —
disse Jack, sem olhar para o lado. — Ele o colocou sob custódia como
proteção.
— Muito bem — disse Eddie. — Agradeça a ele por mim e diga que
estou de volta, a mercadoria está em segurança e posso tomar conta do
Henry exatamente como o Henry sempre tomou conta de mim. Diga a
ele que quero uns seis gramas para dividir com o Henry e quero o Henry
de volta ao apartamento. Quando for a hora, pegamos o nosso carro, vamos
até o centro da cidade e concluímos o negócio exatamente como ele deve-
ria ser concluído. Como nós tínhamos combinado.
— Balazar quer falar com você, Eddie — disse Jack. O tom era
implacável, indiscutível. A cabeça não se mexeu. — Entre na van.
— Enfie essa van onde o sol nunca brilha, seu filho-da-puta — disse
Eddie, começando a andar para a entrada de seu prédio.