A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 44 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

isso não tinha problema. Só precisava ter…

isso não tinha problema. Só precisava ter cuidado para não entrar em

curto-circuito.

Eddie se moveu para a frente, atingiu o ponto onde um giro para a

esquerda o faria pisar na passarela — e de repente levou a mão à boca.

— Não estou me sentindo bem — murmurou. — Desculpem. —,

Empurrou a porta da cabine, o que bloqueou ligeiramente as

dependências da primeira classe, e abriu a porta do banheiro à sua

direita.

— Sinto muito, mas terá de deixar o avião — disse asperamente o

piloto quando Eddie abriu a porta do banheiro. — É...

— Acho que vou vomitar e não quero fazer isso nos seus sapatos —

disse Eddie —, nem nos meus.

Um segundo mais tarde, estava com a porta trancada. O comandan-

te estava dizendo alguma coisa. Eddie não conseguia saber o que era, não

queria saber. O fundamental era que ele estava falando normalmente, não

berrando, como ele calculara; ninguém começaria a berrar com uns 250

passageiros esperando para desembarcar pela única porta da frente. Ele

estava lá dentro, temporariamente seguro... mas de que isso ia lhe servir?

Se estiver aí, pensou, quem quer que você seja, é melhor fazer alguma

coisa bem depressa.

Durante um terrível instante, não houve absolutamente nada. Foi

um instante breve, mas na cabeça de Eddie Dean pareceu se estender qua-

se para sempre, como o puxa-puxa que Henry às vezes lhe comprava no

verão quando eram garotos. Se ele criava problemas, Henry lhe dava uns

trancos, se era bonzinho, Henry comprava o puxa-puxa. Era assim que

Henry lidava com suas graves responsabilidades durante as férias de verão.

Meu Deus, ai meu Jesus Cristo, eu imaginei tudo isso, ai Jesus, até que

ponto fiquei completamente malu...

Se prepare, disse uma voz severa. Não posso fazer isso sozinho. Posso

TOMAR A FRENTE, mas não posso fazer você ATRAVESSAR. Você precisa

agir junto comigo. Vire-se.

Eddie estava subitamente vendo através de dois pares de olhos, sen-

tindo com dois conjuntos de nervos (mas nem todos os nervos daquela

outra pessoa estavam ali; partes do outro tinham sido cortadas, cortadas

recentemente, e ainda gritavam de dor), sentindo com dez sentidos,

pensando

com dois cérebros, o sangue batendo em dois corações.