A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 235 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Improviso. Essa era a palavra.

Quando saltou, o pistoleiro viu um carro azul-e-branco estacionado

na quadra e, sem checar o estoque de conhecimento de Mort, leu Posse em vez de Polícia. Dentro do veículo dois pistoleiros bebendo alguma coisa

— talvez café — em copos de papel branco. Pistoleiros, sim... mas pareciam gordos e molengas.

Estendeu a mão para a carteira de Jack Mort (só que era muito pe-

quena para ser uma carteira de verdade, uma carteira de verdade era quase tão grande quanto uma bolsa e podia carregar todas as coisas de um ho-

mem, desde que a viagem não fosse longa) e deu ao motorista uma nota

com o número 20 marcado. O motorista deu logo a partida. Era sem dúvida a maior gorjeta que recebera naquele dia, mas o sujeito parecia tão

esquisito que achou merecido cada centavo daquele dinheiro.

O pistoleiro observou a placa sobre a loja.

CLEMENTS ARMAS E ARTIGOS ESPORTIVOS, dizia. MUNI-

ÇÃO, EQUIPAMENTO DE PESCA, XEROX AUTENTICADA.

Não entendeu todas as palavras, mas uma olhada na vitrine bastou

para ele perceber que Mort o levara ao lugar certo. Viu joelheiras, insígnias

militares... e armas. Principalmente rifles, mas também pistolas. Estavam

presas por correntes, mas não fazia mal.

Saberia qual ia lhe servir quando... se... a visse.

Roland consultou a mente de Jack Mort (uma mente sem dúvida

suficientemente astuta para se adequar aos seus propósitos) por mais de um minuto.

 

Um dos policiais no veículo azul-e-branco cutucou o outro com o cotovelo.

— Isso é que é — disse ele — pensar com seriedade antes de comprar.

O parceiro riu.

— Ui, Santa — disse ele num tom afeminado enquanto o homem de

terno e óculos de aro dourado concluía seu exame da mercadoria em exibi-ção e entrava na loja. — Acho que o cara decidiu comprar as algemas rosas.