A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 51 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

mais uns seis ou sete centímetros e…

mais uns seis ou sete centímetros e quase tornou a se cortar quando ouviu McDonald falando cora os agentes aduaneiros: "Tudo bem, agora parem

onde estão."

— Se continuar, acho que vou cortar metade do meu corpo. Por que

você não tenta? — disse Eddie. — Não consigo ver o que estou fazendo. A

merda do queixo fica atrapalhando.

O pistoleiro pegou a faca com a mão esquerda. A mão estava tremen-

do. Observar aquela lâmina, amolada de forma suicida, oscilando daquele jeito, deixava Eddie extremamente nervoso.

— Talvez eu mesmo devesse...

— Espere.

O pistoleiro olhava atentamente para sua mão esquerda. Eddie não

chegava exatamente a duvidar da telepatia, mas também nunca chegara

exatamente a acreditar nela. Mesmo assim, sentiu alguma coisa naquele

momento, algo real e palpável como o calor saindo de um forno. Após

alguns segundos, percebeu o que era: a concentração da força de vontade

daquele estranho homem.

Como ele pode estar morrendo se consigo sentir tão intensamente a sua

força?

A mão que tremia começou a se firmar. Daí a pouco não trepida-

va mais. Depois de no máximo uns dez segundos, ficara firme como

rocha.

— Agora — disse o pistoleiro. Deu um passo à frente, ergueu a faca

e Eddie sentiu mais alguma coisa saindo dele: uma espécie de febre.

— Você é canhoto? — perguntou Eddie.

— Não — disse o pistoleiro.

— Ai, meu Deus — disse Eddie, e achou que talvez se sentisse

melhor fechando um instante os olhos. Ouviu o áspero sussurro da fita

adesiva se rasgando.

— Pronto — disse o pistoleiro, recuando. — Agora puxe o mais

rápido que puder. Vou ajudá-lo nas costas.

Não mais batidinhas educadas na porta do banheiro; agora um pu-

nho martelava. Os passageiros saíram, pensou Eddie. Era o fim das gentile-

zas. Ah, merda.

— Saia daí, meu amigo! Estou lhe pedindo!