A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
alto naquela estreita ponta de terra, o…
alto naquela estreita ponta de terra, o baque cavernoso, ritmado, da
rebentação atingindo a saída de algum túnel cavado na rocha e o lamento
contínuo do vento.
— Odetta!
Dessa vez Eddie gritou tão alto que a voz fraquejou e, por um mo-
mento, algo pontudo como uma espinha de peixe atacou suas cordas
vocais. Os olhos esquadrinharam febrilmente os morros, procurando
aquela superfície marrom mais clara que seria a palma da mão de Odetta,
procurando algum movimento de Odetta esticando o corpo... procu-
rando (que Deus o livrasse) nódoas brilhantes de sangue no cinzento de
alguma pedra.
Quando se deu conta estava se perguntando o que faria se visse essa
última coisa ou encontrasse o revólver com profundas marcas de dentes
na lisa madeira de sândalo dos cabos. A visão de algo assim poderia
mergulhá-lo numa completa histeria, talvez enlouquecê-lo, mas ele conti-
nuou procurando aquilo... embora a visão de qualquer outra coisa tam-
bém servisse.
Seus olhos nada viram; os ouvidos não conseguiram receber o menor
retorno de seus gritos.
Enquanto isso o pistoleiro ficara examinando a terceira porta. Tinha
esperado uma única palavra, a palavra que o homem de preto usara ao
virar a sexta carta de tarô no Gólgota poeirento onde os dois tinham
confabulado. Morte, dissera Walter, mas não para você, pistoleiro.
Não havia uma palavra escrita naquela porta, mas duas... e nenhu-
ma delas era MORTE. Leu outra vez, os lábios se movimentando
silenciosamente:
O EMPURRADOR
Mas isso também significa morte, pensou Roland, e sabia que era
assim.
O que o fez olhar para o lado foi o som da voz de Eddie, afastando-se
um pouco. Eddie começara a subir a primeira encosta, sempre chamando
pelo nome de Odetta.'