A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 208 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

alto naquela estreita ponta de terra, o…

alto naquela estreita ponta de terra, o baque cavernoso, ritmado, da

rebentação atingindo a saída de algum túnel cavado na rocha e o lamento

contínuo do vento.

— Odetta!

Dessa vez Eddie gritou tão alto que a voz fraquejou e, por um mo-

mento, algo pontudo como uma espinha de peixe atacou suas cordas

vocais. Os olhos esquadrinharam febrilmente os morros, procurando

aquela superfície marrom mais clara que seria a palma da mão de Odetta,

procurando algum movimento de Odetta esticando o corpo... procu-

rando (que Deus o livrasse) nódoas brilhantes de sangue no cinzento de

alguma pedra.

Quando se deu conta estava se perguntando o que faria se visse essa

última coisa ou encontrasse o revólver com profundas marcas de dentes

na lisa madeira de sândalo dos cabos. A visão de algo assim poderia

mergulhá-lo numa completa histeria, talvez enlouquecê-lo, mas ele conti-

nuou procurando aquilo... embora a visão de qualquer outra coisa tam-

bém servisse.

Seus olhos nada viram; os ouvidos não conseguiram receber o menor

retorno de seus gritos.

Enquanto isso o pistoleiro ficara examinando a terceira porta. Tinha

esperado uma única palavra, a palavra que o homem de preto usara ao

virar a sexta carta de tarô no Gólgota poeirento onde os dois tinham

confabulado. Morte, dissera Walter, mas não para você, pistoleiro.

Não havia uma palavra escrita naquela porta, mas duas... e nenhu-

ma delas era MORTE. Leu outra vez, os lábios se movimentando

silenciosamente:

 

O EMPURRADOR

 

Mas isso também significa morte, pensou Roland, e sabia que era

assim.

O que o fez olhar para o lado foi o som da voz de Eddie, afastando-se

um pouco. Eddie começara a subir a primeira encosta, sempre chamando

pelo nome de Odetta.'