A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 48 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Os olhos de aço dos dois se…

Os olhos de aço dos dois se esbarraram e faíscas saltaram. — Eu já voei setenta, oitenta vezes com você, Mc — disse Susy. —

Estou tentando ser sua amiga.

McDonald contemplou-a por mais um instante e aquiesceu. — Fiquem, então. Mas quero que as duas fiquem um passo atrás,

perto da cabine.

Ele se empinou, olhou para trás e viu o final da fila emergindo da

classe turista para a executiva. Dois minutos, talvez três.

Virou-se para o agente de desembarque na entrada da passarela, que

os observava com atenção. O homem devia ter percebido que havia algum

problema, pois tirara do cinto o radiotransmissor e o conservava na mão.

— Diga a ele que quero agentes da alfândega aqui — disse McDonald

em voz baixa para o navegador. — Três ou quatro. Armados. Agora.

O navegador abriu caminho pela fila de passageiros, desculpando-se

com um sorriso simpático, e conversou em voz baixa com o agente de

desembarque. O homem levou o rádio à boca e transmitiu o pedido.

McDonald — que nunca na vida pusera nada mais forte que aspirina

no sistema nervoso, e mesmo assim só raramente — virou-se para Deere.

Seus lábios apertados formavam uma fina linha branca, como uma cicatriz.

— Assim que o último passageiro saltar, vamos arrombar a merda

desta porta — disse ele. — Não me interessa se os agentes da alfândega

estão aqui ou não. Entendeu?

— Perfeitamente — disse Deere, observando o final da fila avançar

para a primeira classe.

 

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— Pegue minha faca — disse o pistoleiro. — Está na bolsa.

Ele gesticulou para uma bolsa de couro lascada pousada na areia.

Parecia mais uma grande mochila que uma bolsa, o tipo de coisa que você

espera que os hippies carreguem em sua viagem pela Trilha dos Apalaches,

embriagando-se de natureza (e talvez, de vez em quando, de um enorme

baseado). Aquilo, porém, parecia de verdade, não o acessório de alguma

auto-imagem de eterno forasteiro, mas algo que suportara anos a fio de

dura — talvez desesperada — viagem.