A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 115 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Viver... — diz Roland. O tom…

— Viver... — diz Roland. O tom de guincho volta a se transformar

num sussurro. Os anzóis estão voltando à sua garganta.

— E não vai? — Eddie o olha, depois abana a cabeça e responde à

sua própria pergunta. — Claro que vai. Acho que foi o que pretendeu

dizer. Cheguei a pensar que estava morrendo e a certa altura cheguei a

pensar que já tinha morrido. Agora parece que vai melhorar. O

antibiótico está ajudando, eu sei, mas penso que, no fundo, é você quem está

curando

a si mesmo. Mas pra quê? Por que merda você continua insistindo tanto

em se manter vivo nesta praia horrível?

A Torre, dizem os lábios do pistoleiro, porque agora ele não consegue

sequer soltar um chiado.

— Você e a porra da sua Torre — diz Eddie, começando a se afastar

e depois se virando, surpreso, quando a mão de Roland agarra seu braço

como uma algema.

Um olha nos olhos do outro.

— Tudo bem — diz Eddie. — Tudo beml

Norte, os lábios do pistoleiro tentam dizer. Norte, já lhe disse. Tinha

dito a Eddie? Acha que sim, mas está perdido. Perdido no embaralhamento

das coisas.

— Como você sabe que é para o norte? — grita Eddie em repentina

frustração. Ergue os punhos como se fosse bater em Roland, mas logo os

abaixa.

Simplesmente sei... e não entendo por que você desperdiça meu

tempo e minha energia com perguntas tolas — ele quer responder, mas

antes que consiga, as cartas sofrem uma nova

 

embaralhada

 

e são estendidas na mesa, reunidas de novo, cortadas, e sua cabeça pende

indefesa de um lado para o outro, presa a uma espécie de estranho vagonete

pelos cinturões de suas armas, e ele ouve Eddie Dean cantando uma mú-

sica que parece tão estranhamente familiar que ele acredita ter caído num

sonho delirante:

Hey jude... don 't make it bad... take a saad song... and make it better...