A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 258 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Capítulo 10

 

— Bem, olhe ali — o guarda Andrew Staunton disse para o seu parceiro,

Norris Weaver, quando a viatura azul e branca de Delevan e 0'Mearah parou na metade da quadra. Não havia vaga e o motorista também não se esforçou para achar uma. Simplesmente parou em fila dupla e deixou a

massa engarrafada do trânsito tentar abrir um trabalhoso caminho pela brecha restante, como um filete mínimo de sangue tentando servir a um coração fatalmente entupido de colesterol.

Weaver verificou os números perto do farol dianteiro direito —

744. Sim, era esse mesmo o número que tinham recebido do despacho no rádio.

As luzes estavam acessas e tudo parecia em ordem — até a porta se

abrir e o motorista saltar. Estava usando uma roupa azul, sem dúvida, mas não do tipo que vem com botões dourados e um distintivo prateado. Os

sapatos também não eram do modelo da polícia, a não ser que Staunton e Weaver tivessem perdido algum memorando informando aos agentes que os sapatos a serem usados em serviço viriam agora da Gucci. Não parecia

provável. O que parecia provável era se tratar do patife que tinha seqües-trado os agentes ao norte da cidade. Ele saltava indiferente às buzinas e

gritos de protesto dos motoristas tentando passar.

— Maldição — sussurrou Andy Staunton.

Abordagem com extrema cautela, dissera o despachante. O homem está

armado e é extremamente perigoso. Geralmente os operadores do rádio são os seres humanos mais entendidos da terra — o que era totalmente confir-mado pela experiência de Andy Staunton — e assim a ênfase quase religiosa

que aquele havia colocado na palavra extremamente tinha atingido sua cons-ciência como uma broca de dentista.

Sacou o revólver pela primeira vez em seus quatro anos de polícia e

olhou de relance para Weaver. Weaver também sacara o seu. Os dois esta-vam parados na frente de uma delicatessen, a uns dez metros da escada da estação do metrô. Já se conheciam há tempo suficiente para estarem sinto-

nizados um com o outro daquele modo que só policiais e soldados profis-sionais conseguem estar. Sem trocar uma palavra, recuaram para o umbral da porta da delicatessen, armas apontadas para cima.