A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 4 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Parou a meio caminho da água, oscilante, contemplando o lugar

onde estivera, recordando. Aparentemente caíra no sono pouco

abaixo da linha da maré alta. Agarrou sua bolsa e a bota cortada.

A luz opaca da lua, viu outras criaturas do mesmo tipo e, no

hiato entre uma onda e outra, ouviu suas vozes perguntadoras.

O pistoleiro foi recuando um passo de cada vez, recuou até

atingir o contorno de mato verde da praia. Ali se sentou e fez o que

sabia fazer: salpicou os cotos dos dedos da mão e do dedo do pé

com o resto do tabaco para deter o sangramento. Salpicou bastante,

agüentando a nova sensação de ardência (agora o dedão perdido do

pé se juntava ao coro) e depois simplesmente ficou sentado,

suando entre tremores de frio, perguntando-se se teria uma

infecção, sem saber como ia se virar naquele mundo sem dois

dedos da mão direita (quando sacava os revólveres, ambas as mãos

tinham a mesma agilidade, mas em todas as outras coisas a direita

dominava), sem saber se a mordida da coisa teria algum veneno que

já pudesse estar abrindo caminho por dentro dele, sem saber se a

manhã iria mesmo chegar.