A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Jane passou rápida por eles, deu uma…
Jane passou rápida por eles, deu uma olhada nas poltronas da classe
executiva e enfiou a cabeça na cabine principal. Deserta.
Voltou e informou que o avião estava vazio.
McDonald se virou para a passarela e viu dois agentes uniformizados
da alfândega abrindo caminho à força pela multidão. Eles pediam descul-
pas, mas não se preocupavam em olhar para quem empurravam. O últi-mo esbarrão atingiu a velha senhora, que deixou cair o envelope das passa-
gens. Papéis voaram e flutuaram por todo lado e ela saiu gritando atrás deles como uma gralha furiosa.
— Tudo bem — disse McDonald —, agora parem onde estão.
— Senhor, somos agentes federais da alfândega...
— Está certo. Fui eu quem os chamei e estou feliz que tenham chega-
do tão depressa. Agora fiquem aí parados porque este avião é meu e o
sujeito que está lá dentro é um dos meus passageiros. Depois que ele sair do avião e entrar na passarela, passa a ser de vocês e podem fazer o que quiserem com ele. — Fez sinal para Deere. — Vou dar mais uma chance
ao filho da puta e depois vamos arrombar a porta e entrar.
— Por mim tudo bem — disse Deere.
McDonald bateu na porta do banheiro com o nó dos dedos e gritou:
— Saia daí, meu amigo! Cansei de pedir!
Não houve resposta.
— Tudo bem — disse McDonald. — Vamos lá.
17
Eddie escutou ao longe uma senhora dizer: "Bem, perdão por incomodar!
Devo ser velha demais para me ouvirem!"
Já conseguira cortar a metade da fita adesiva. Quando a mulher fa-
lou, sua mão tremeu um pouco e ele viu um filete de sangue descer pela
barriga.
— Merda — disse Eddie.
— Agora não há solução — disse o pistoleiro com sua voz áspera. —
Acabe o trabalho. Ou será que passa mal vendo sangue?