A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
— Deixe uma pilha de pedras com…
— Deixe uma pilha de pedras com ela — disse o pistoleiro. — Pedras! Pelo santo Deus! Cara, você é um merda, mesmo!
— Eu penso — disse o pistoleiro. — Algo que você parece incapaz de
fazer. Dei-lhe o revólver para que tivesse como protegê-la de perigos como
o que mencionou durante a metade da viagem que você vai fazer. Não
seria pior se eu pegasse o revólver de volta? Ou será que isso o ajudaria a
conservar a possibilidade remota de morrer por ela? Será que é isso que
você quer? Sim, é muito romântico... Em vez de apenas Odetta ficar
algum tempo exposta, nós três mergulhando no buraco.
— Muito lógico, mas você continua um porra de um merda. — Vá ou fique. Pare de me dizer palavrões.
— Esqueceu de uma coisa — disse Eddie furioso.
— O que foi?
— Esqueceu de me mandar crescer. Era o que Henry sempre
costumava dizer. "Ah, garoto, vê se cresce!"
O pistoleiro tinha mostrado um sorriso cansado, mas singularmente
bonito.
— Acho que você já cresceu. Vai ou fica? — Vou — disse Eddie. — O que você vai comer? Ela acabou com as
sobras.
— O porra de uma merda vai dar um jeito. O porra de um merda há
anos vem dando jeito.
Eddie desviou o olhar.
— Acho... acho que não queria chamá-lo assim, Roland. Foi... —
De repente ele começou a rir, um riso estridente. — Foi um dia muito
cansativo.
— É — disse Roland sorrindo de novo. — Foi.
Naquele dia fizeram o melhor tempo de toda a jornada, mas ainda não
havia nenhuma porta à vista quando o sol começou a derramar sua esteira
dourada pelo oceano. Embora Odetta tivesse dito que era perfeitamente
capaz de continuar por outra meia hora, Eddie deu uma parada e ajudou-a
a sair da cadeira. Carregou-a para um trecho de solo que parecia razoavel-