A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 181 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Seria ótimo, mas não podemos contar…

— Seria ótimo, mas não podemos contar com isso — disse Eddie,

agarrando um pedaço de garra escurecida e começando a fazer

distraidamente desenhos na areia. — Sabe se a próxima porta está muito longe?

Roland sacudiu a cabeça.

— Só pergunto porque se a distância entre a Número Dois e a

Número Três for a mesma que a distância entre a Número Um e a Número Dois, podemos ficar realmente na merda.

— Já estamos bem enterrados na merda.

— Até o pescoço — concordou Eddie com ar melancólico. — E só

fico me perguntando quanto tempo vamos nos manter à tona.

Roland bateu-lhe no ombro, um gesto tão raro de afeto que Eddie

estremeceu.

— Há uma coisa que a Dama não sabe — disse Roland.

— É? O quê?

— Que nós, os Brancos Putos, podemos nos manter um bom tempo

à tona.

Eddie riu, riu com vontade, tentando sufocar o riso contra o braço

para que Detta não acordasse. Ela já enchera bastante o seu saco por aque-

le dia, obrigado e que passasse bem. O pistoleiro olhou para ele, sorrindo:

— Vou dormir — disse. — Fique...

— ... de olho. Sim. Vou ficar.

 

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Em seguida foram os gritos.

Eddie adormeceu no momento em que sua cabeça encostou na trou-

xa da camisa enrolada e talvez só tenham se passado cinco minutos quan-do Detta começou a gritar.

Ele acordou de imediato, pronto para qualquer coisa, tipo alguma

Lagosta Rainha emergindo das profundezas para vingar os filhos chacina-dos ou algum horror vindo das colinas. Parecia que tinha acordado de

imediato, mas já encontrou o pistoleiro de pé, com um revólver na mão

esquerda.

Quando viu que os dois tinham acordado, Detta parou imediata-

mente de gritar.