A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 66 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Não cometa o erro de pôr seu…

Não cometa o erro de pôr seu coração perto da mão dele. Bom conselho.

Roland já fizera muito mal a si próprio lutando contra aqueles que

deviam ser os alvos finais de punição. Lembre-se de seu dever, Roland.

— Nunca esqueci — disse ele secamente enquanto as estrelas

brilhavam implacáveis no céu, as ondas arranhavam a costa, as

monstruosidades-lagostas gritavam suas perguntas idiotas. — Estou

obcecado pelo meu dever. Como alguém poderia se desviar?

Ele começou a comer os popquins de carne que Eddie chamava de

"cachorros-quentes".

Roland não se importava muito com a idéia de comer carne de

cachorro, e aquelas coisas pareciam dejetos de esgoto em comparação

com o atum, mas depois da maravilhosa bebida, será que ainda tinha

direito de reclamar? Achava que não. Além disso, o jogo já estava bem

avançado para alguém ficar se preocupando em excesso com certos

detalhes.

Comeu tudo e depois voltou para onde Eddie agora estava — num

veículo mágico que corria por uma estrada de betume repleta de veículos

semelhantes... dezenas, talvez, e nenhum deles puxado a cavalo.

 

7

 

Eddie estava pronto quando a van das pizzas se aproximou; Roland estava

ainda mais pronto dentro dele.

Apenas outra versão do Sonho de Diana, pensou Roland. O que havia

na caixa? A vasilha dourada ou a perigosa serpente? E assim que ela gira a

chave e põe as mãos na tampa, ouve a mãe gritar: "Acorde, Diana! Está na

hora do seu leite!"

Tudo bem, pensou Eddie. O que vai ser? A bela ou a fera?

Um homem de rosto pálido, espinhento, e grandes dentes olhou pela

janela do carona da van das pizzas. Era um rosto que Eddie conhecia.

— Oi, Col — disse Eddie sem muito entusiasmo. Ao lado de Col

Vincent, sentado atrás do volante, estava o Duplo-horror, que era como

Henry chamava Jack Andolini.