A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Não cometa o erro de pôr seu…
Não cometa o erro de pôr seu coração perto da mão dele. Bom conselho.
Roland já fizera muito mal a si próprio lutando contra aqueles que
deviam ser os alvos finais de punição. Lembre-se de seu dever, Roland.
— Nunca esqueci — disse ele secamente enquanto as estrelas
brilhavam implacáveis no céu, as ondas arranhavam a costa, as
monstruosidades-lagostas gritavam suas perguntas idiotas. — Estou
obcecado pelo meu dever. Como alguém poderia se desviar?
Ele começou a comer os popquins de carne que Eddie chamava de
"cachorros-quentes".
Roland não se importava muito com a idéia de comer carne de
cachorro, e aquelas coisas pareciam dejetos de esgoto em comparação
com o atum, mas depois da maravilhosa bebida, será que ainda tinha
direito de reclamar? Achava que não. Além disso, o jogo já estava bem
avançado para alguém ficar se preocupando em excesso com certos
detalhes.
Comeu tudo e depois voltou para onde Eddie agora estava — num
veículo mágico que corria por uma estrada de betume repleta de veículos
semelhantes... dezenas, talvez, e nenhum deles puxado a cavalo.
7
Eddie estava pronto quando a van das pizzas se aproximou; Roland estava
ainda mais pronto dentro dele.
Apenas outra versão do Sonho de Diana, pensou Roland. O que havia
na caixa? A vasilha dourada ou a perigosa serpente? E assim que ela gira a
chave e põe as mãos na tampa, ouve a mãe gritar: "Acorde, Diana! Está na
hora do seu leite!"
Tudo bem, pensou Eddie. O que vai ser? A bela ou a fera?
Um homem de rosto pálido, espinhento, e grandes dentes olhou pela
janela do carona da van das pizzas. Era um rosto que Eddie conhecia.
— Oi, Col — disse Eddie sem muito entusiasmo. Ao lado de Col
Vincent, sentado atrás do volante, estava o Duplo-horror, que era como
Henry chamava Jack Andolini.