A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 35 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

fosse posto na prisão, não haveria como…

fosse posto na prisão, não haveria como conseguir o tipo de medicamento

de que seu corpo infectado, moribundo, precisava.

Ele precisa Passar pela Alfândega, pensou Roland. Precisa conseguir. E

precisa seguir com seu irmão ao encontro desse tal de Balazar. Não está no

plano, o irmão não vai gostar, mas ele precisa fazer isso.

Porque um homem que lida com drogas tem de conhecer alguém ou

ser alguém que também cura doenças. Um homem capaz de descobrir o

que estava errado com seu corpo e então... talvez...

Ele precisa Passar pela Alfândega, pensou o pistoleiro.

A resposta era tão luminosa e simples, mas estava tão próxima que

quase não conseguiu de fato enxergá-la. Era a droga que o prisioneiro pre-

tendia contrabandear que tornava o Passar pela Alfândega tão difícil, é

claro; talvez houvesse algum tipo de Oráculo que pudesse ser consultado

no caso de pessoas que parecessem suspeitas. Sem isso, deduziu Roland, a

cerimônia de Passar seria absolutamente banal, como cruzar uma frontei-

ra amistosa em seu próprio mundo. O sujeito fazia o gesto de fidelidade

para o monarca daquele Reino — um simples sinal de dedos — e recebia

autorização para passar.

Ele era capaz de levar coisas do mundo do prisioneiro para seu pró-

prio mundo. O popquim de peixe havia provado isso. Poderia pegar os

saquinhos de droga como pegara o popquim. O prisioneiro poderia Pas-

sar pela Alfândega. E então Roland traria de volta os sacos de droga.

Será que você consegue?

Ah, ali estava um problema suficientemente perturbador para dis-

trair sua atenção da vista da água lá embaixo... Eles tinham atravessado o

que parecia ser um enorme oceano e agora estavam voltando para o lito-

ral. Enquanto o faziam, a água ia ficando cada vez mais perto. A carrua-

gem aérea estava descendo (o olhar de Eddie era breve, descuidado; o do

pistoleiro, extasiado como o de uma criança vendo sua primeira nevasca).

Ele conseguia tirar coisas daquele mundo, isso sabia. Mas trazê-las de vol-

ta? Era uma coisa que ainda não sabia. Teria de descobrir.

O pistoleiro estendeu a mão para o bolso do prisioneiro e fechou os

dedos dele sobre uma moeda.

Roland voltou através da porta.