A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
— Metrô? — perguntou Weaver.
— Sim. — Andy deu uma rápida olhada na entrada. A hora do rush
estava agora no auge e as escadas do metrô apinhadas de gente que rumava
para os trens. — Temos de pegá-lo de imediato, antes que se aproxime da
multidão.
— Vamos nessa.
Saíram do umbral em perfeita sincronia, pistoleiros que Roland teria
reconhecido de imediato como adversários muito mais perigosos que os
primeiros dois. Para começar, eram mais jovens; e embora ele não soubes-
se disso, algum operador desconhecido de rádio o rotulara como extrema-
mente perigoso e para Andy Staunton e Norris Weaver isso o tornava com-
parável a um tigre solto. Se não parar no segundo exato em que eu der a
ordem, ele vai morrer, pensou Andy.
— Pare!— gritou ele, caindo agachado com o revólver seguro por
ambas as mãos e erguido na sua frente. A seu lado, Weaver tinha feito o
mesmo. — Policial Ponha as mãos na ca...
Foi o ponto máximo que Weaver conseguiu atingir antes que o cara
corresse para a escada do metrô. A velocidade com que se moveu foi fantás-
tica. Andy Staunton estava, no entanto, muito ligado, todos os seus aler-
tas no ponto máximo. Girou nos calcanhares, sentindo um manto de frieza
e indiferença cair sobre si. Roland também teria entendido aquilo; vira-se
inúmeras vezes em situações similares.
Durante um breve tempo, Andy acompanhou a corrida do vulto,
depois apertou o gatilho do 38. Viu o homem de terno azul rodopiar,
tentando manter o equilíbrio. Ele então caiu na calçada, enquanto os pe-
destres que, segundos atrás, só estavam concentrados em sobreviver a ou-
tra viagem de metrô para casa começaram a gritar e a se dispersar como
aves. Tinham descoberto que, naquela tarde, seria preciso sobreviver a
mais alguma coisa além do trem para o norte da cidade.
— Puta merda, parceiro — disse Norris Wheaton com a voz
ofegante —, você acertou nele.
— Eu sei — disse Andy. Sua voz não fraquejou. O pistoleiro teria
admirado aquilo. — Vamos ver quem era.