A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 69 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Pessoas com um mandato policial de…

— Pessoas com um mandato policial de busca, por exemplo — disse

Col. Seu rosto se curvou e olhou de lado. Agora Eddie pôde sentir que

Roland também tinha vontade de enfiar um soco nos dentes podres que faziam aquele sorriso tão irrecuperável, tão desagradável. A unanimidade de sensações deu-lhe um certo conforto. — Balazar mandou uma

equipe de limpeza para dar uma lavada nos cantos, passar o aspirador no carpete,

e você não vai ter de pagar nada por isso, Eddie!

Agora você vai perguntar se eu não fiquei com nenhuma coisinha, disse

o arreganho de dentes de Col. Ah, sim, você vai perguntar, Eddie meu garo-

to. Porque talvez você não goste do homem da pipoca, mas gosta da pipoca, não é? E agora que já sabe que Balazar tomou as providências para despachar seu sortimento pessoal...

Um súbito pensamento, ao mesmo tempo feio e assustador, lampejou

pela mente de Eddie. Se o sortimento se foi...

— Cadê o Henry? — perguntou ele de repente, com uma voz tão

áspera que Col recuou, espantado.

Jack Andolini finalmente virou a cabeça. Um movimento muito va-

garoso, como um ato só executado raramente e ao custo de grande sacrifício

pessoal. A pessoa quase esperaria ouvir dobradiças antigas e enferrujadas rangendo dentro da massa de seu pescoço.

— Está em segurança — disse Jack, logo fazendo a cabeça voltar à

posição original, com a mesma lentidão.

Eddie ficou parado ao lado da van das pizzas, enfrentando o pânico

que queria brotar em sua cabeça e afogar qualquer pensamento coerente.

De repente a necessidade de tomar alguma coisa, a necessidade que vinha mantendo encurralada, se tornava irresistível. Tinha de tomar. Com uma

dose poderia pensar, manter-se sob controle...

Esqueça isso!, berrou Roland dentro de sua cabeça, tão alto que Eddie

estremeceu (e Col, tomando a careta de dor e surpresa de Eddie por outro pequeno passo na Dança da Fissura, começou a sorrir de novo). Esqueça! Eu darei todo o maldito controle de que você precisa!

Você não entende! Ele é meu irmão! É minha merda de irmão! Balazar

pegou meu irmão!

Fala como se eu nunca tivesse ouvido essa palavra antes. Acha que pode

acontecer alguma coisa com ele?