A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 144 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— ... do Hungry I. É um…

— ... do Hungry I. É um café. — Ah. Claro. Certo.

A outra mulher, ferida ou não, fizera com que ele se sentisse sujo e

meio doente. Esta o fazia se sentir como um cavaleiro num conto do rei

Artur, um cavaleiro que conseguira resgatar a Bela Donzela das garras do

dragão.

— Lembro de estar descendo as escadas para a plataforma e depois

disso...

— Alguém a empurrou. — Soava estúpido, mas nenhum problema

com isso. Era estúpido.

— Me jogou na frente do trem?

— Sim.

— Perdi minhas pernas?

George tentou engolir em seco e não conseguiu. Parecia não haver

nada em sua garganta para lubrificá-la.

— Não totalmente — disse sem inflexão, e os olhos dela se fecharam.

Por favor que seja um desmaio, George pensou, por favor que ela tenha des...

Os olhos se abriram, inflamados. Uma das mãos se levantou e deu

cinco golpes no ar a centímetros do rosto dele — um pouco mais perto e

George estaria agora na Emergência, suturando o rosto, não fumando ci-garros com Júlio Estavez.

— CÊS NUM PASSA DUM MONTE DE BRANCO FIO DA

PUTA! — gritou ela. Seu rosto agora era monstruoso, os olhos cheios da própria luz do inferno. Não era sequer a face de um ser humano. — VOU

MATA CADA SAFADO BRANCO QUE EU VÊ! MÁ PRIMERO VÔ

CAPA! VÔ CORTA AS BOLA E CUSPI AS BOLA NA CARA DELES! VOU...

Uma loucura. Ela falava como uma caricatura de mulher, uma espécie

de Madame Butterfly cantando árias completamente loucas. Ela... ou aqui-lo... também parecia super-humano. A coisa estridente, que se contorcia na maca, não tinha apenas sido submetida a uma cirurgia improvisada por

um trem de metrô meia hora atrás. Ela mordia. Estendia repetidamente as garras contra ele. Vazava muco do nariz. Jorrava cuspe dos lábios. Imundície da boca.