A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 56 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Para um inocente rapaz de família,…

— Para um inocente rapaz de família, você está muito bem informado sobre drogas, Eddie.

 

— O que não vi no Miami Vice estava no The Reader's Digest. Agora

me diga a verdade... quantas vezes vamos repetir isto?

Um quarto agente suspendeu uma pequena sacola de plástico. Nela

havia diversas fibras.

— São filamentos. Queremos confirmação de laboratório, mas

sabemos de que tipo são. São filamentos de fita adesiva.

— Não tomei banho antes de sair do hotel — disse Eddie pela quarta

vez. — Estive na piscina, pegando um pouco de sol. Tentando me livrar da erupção. Da erupção alérgica. Acabei dormindo. Tive muita sorte em conseguir pegar o avião. Tive de correr como diabo. O vento estava

soprando. Não sei o que bateu na minha pele e o que não bateu.

 

Um outro estendeu a mão e um dedo correu pelos sete centímetros

de carne na curva interior do cotovelo esquerdo de Eddie.

— E isto não são marcas de agulha.

— Mordidas de mosquito — disse Eddie afastando a mão do outro.

— Já falei. Quase cicatrizadas. Meu Deus, vocês podem ver com os próprios olhos!

Podiam. A coisa não vinha da noite anterior. Eddie havia parado de

se picar no braço um mês atrás. Henry não conseguiria fazer isso e foi essa uma das razões da escolha de Eddie para levar a droga, tinha de ser Eddie.

Quando ele absolutamente tinha de se aplicar, dava a picada bem no alto da coxa esquerda, onde o testículo esquerdo esbarrava na pele da perna... como havia feito na outra noite, quando a coisa amarela finalmente lhe

dera uma parada que estava OK. Na maioria das vezes, ele só cheirava, algo com que Henry já não conseguia se contentar. A relativa resistência de

Eddie lhe causava sensações que ele não conseguia exatamente definir... um misto de orgulho e vergonha. Se olhassem ali, se empurrassem seus testículos, ele poderia ter alguns problemas sérios. Um exame de sangue

poderia causar problemas ainda mais sérios, mas o exame era um passo maior do que poderiam dar sem algum tipo de prova — e prova era algo que eles simplesmente não tinham. Sabiam tudo, mas nada podiam provar.

Toda a diferença entre querer e poder, como teria dito a velha e querida mãe de Eddie.