A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Capítulo 13
Letreiro!, gritava Eddie para sua própria cabeça... e para a cabeça daquele outro.
É um letreiro, apenas um letreiro de neon, não sei em que torre você
está pensando mas isto é só um bar, o estabelecimento de Balazar, Nossa Torre Inclinada, foi o nome que ele deu por causa da torre de Pisa! É apenas, um letreiro que devia se parecer com a porra da Torre Inclinada de Pisa,
Pare com isso! Pare! Quer que nos matem sem termos nem a chance de con-versar com eles?
Pitsa?, replicou o pistoleiro num tom de dúvida, tornando a olhar.
Um letreiro. Sim, tudo bem, agora podia ver: não era a Torre, maí
uma Placa Luminosa. A torre se inclinava para o lado e tinha muitas curva
cheias de ornamentos; era linda, mas só isso. Percebia agora que o letreiro era uma coisa feita de tubos, tubos que alguém conseguira encher de brilhantes ondas de um fogo vermelho. Em certos pontos, parecia haver
menos ondas que em outros, onde as massas de fogo pulsavam e zumbiam.
Agora via letras embaixo daquela torre construída com uma armação
de tubos; a maioria, Grandes Letras. TORRE, conseguiu ler. E sim, INCLINADA, TORRE INCLINADA. Faltava a primeira palavra, que tinha cinco letras, começando com N, acabando com A, com duas
letras iguais no meio que ele nunca tinha visto.
Noa?, perguntou a Eddie. NOSSA Torre. Mas esqueça isso. Viu como é só um letreiro? É o que
interessa!
Estou vendo, respondeu o pistoleiro. Será que o prisioneiro
realmente acreditava no que estava dizendo ou só dizia aquilo para
impedir que o mundo saísse dos eixos como parecia que ia acontecer com a torre retratada naquelas linhas de fogo? Será que Eddie acreditava que algum letreiro pudesse ser uma coisa banal?
Então se acalme! Está me ouvindo? Se acalme!
Tranqüilo?, perguntou Roland, e ambos sentiram que ele sorria
um pouco na mente de Eddie.
Tranqüilo, certo. Deixe comigo.
Sim. Tudo bem. Deixaria com Eddie.
Por algum tempo.