A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
A mulher na cadeira de repente se contorceu convulsivamente, como
se um choque elétrico tivesse passado por ela. Os olhos se projetaram
arregalados, fixos em nada.
— QUEBREI SEU PRATO SUA FEDORENTA E SEBOSA DAMA
AZUL!— gritou ela. — QUEBREI E ESTOU FELIZ PRA CACETE
POR TER...
De repente ela caiu para a frente na cadeira. Se não fossem as cordas,
teria caído no chão.
Meu Deus, ela está morta, teve um ataque e morreu, pensou Eddie.
Começou a circundar a cadeira, sem esquecer de como ela sabia ser
velhaco e astuciosa, mas parou. Olhou para Roland. Roland retribuiu
com um olhar neutro, um ar que nada revelava.
Então ela gemeu. Os olhos se abriram.
Os olhos dela.
Os olhos de Odetta.
— Meu Deus, tornei a desmaiar, não foi? — disse ela. — Sinto muito
por terem sido obrigados a me amarrar. Minhas estúpidas pernas! Talvez
eu consiga sentar um pouco se vocês...
Foi nesse momento que as pernas do próprio Roland se desconjunta-
ram e ele desmaiou uns cinqüenta quilômetros ao sul do lugar onde a
praia do mar Ocidental chegava ao fim.