A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
mas Eddie passara uma imagem até certo…
mas Eddie passara uma imagem até certo ponto tão correta, tão perfeita.
Seu tio, o primeiro homem para quem havia trabalhado no negócio, disse
um dia que havia exceções para todas as regras, com exceção de uma: jamais confie num drogado. Balazar ficara calado. Não era o momento de
um garoto de 15 anos falar, mesmo que fosse para concordar — no ínti-mo, porém, pensou que a única regra para a qual não havia exceção era
que havia algumas regras para as quais isso não é verdade.
Mas se tio Verone estivesse vivo, Balazar pensou, teria rido de você e
teria dito, olhe, Rico, você sempre foi esperto demais para o seu próprio bem,
você conhecia as regras, mantinha a boca fechada quando era sinal de respeito
mantê-la fechada, mas você sempre teve esse ar de desprezo no olho. Sempre teve muita consciência do quanto era esperto e assim finalmente caiu no fosso
de seu próprio orgulho, exatamente como sempre achei que ia acontecer.
Ele construiu uma forma de A e a cobriu.
Os agentes tinham levado Eddie, tinham-no detido por algum tem-
po e depois o liberado.
Balazar agarrara o irmão de Eddie e o que eles tinham de droga. Isso
seria suficiente para trazer-lhe Eddie... e ele o queria.
Queria Eddie porque a coisa só demorara duas horas e demorar só
duas horas era estranho.
Haviam interrogado Eddie no Kennedy, não na rua 43, e isso tam-
bém era estranho. Significava que Eddie tinha conseguido se livrar da
maior parte ou da totalidade da coca.
Tinha ou não tinha?
Estava pensando. Curioso para saber.
Eddie saíra do Kennedy duas horas após o tirarem do avião. Um
tempo curto demais para arrancarem alguma coisa dele e longo demais
para concluírem que estava limpo, uma defasagem que deixava a coisa meio complicada.
Estava pensando. Curioso para saber.
O irmão de Eddie virará um zumbi, mas Eddie continuava esperto,
Eddie mantivera a fibra. Não entregaria nada em apenas duas horas... a
não ser que fosse pelo irmão. Por alguma coisa envolvendo o irmão.
Mas então, como a coisa não acabou na rua 43? Como nenhum fur-
gão da Alfândega entrou na jogada, aqueles furgões que pareceriam kombis