A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Por fim eles alcançaram uma verdadeira floresta,…
Por fim eles alcançaram uma verdadeira floresta, e o barulho do mar
Ocidental foi se reduzindo a um zumbido monótono, que só ouviam quan-
do o vento soprava na direção certa.
E agora... carne.
O pistoleiro pegou o cervo e tentou limpá-lo com a faca segura entre o terceiro e o quarto dedos da mão direita. Não deu certo. Os dedos não tinham força suficiente. Trocou a faca para sua mão esquerda e conse-
guiu dar um corte desajeitado da virilha ao peito do cervo. A faca deixou sair o sangue quente antes que ele coagulasse na carne e a estragasse... mas foi realmente um corte ruim. Uma criança de colo teria feito melhor.
Vai aprender a ser esperta, disse Roland à mão esquerda, e se preparou
para cortar de novo, agora mais fundo.
Duas mãos morenas fecharam-se sobre a dele e pegaram a faca.
Roland se virou.
— Eu faço isso — disse Susannah.
— Já fez alguma vez?
— Não, mas você me ensina.
— Está bem.
— Carne — disse ela, sorrindo.
— Sim — disse ele, devolvendo o sorriso. — Carne.
— O que está acontecendo? — gritou Eddie. — Ouvi um tiro. — Ótimo você ter chegado! — gritou ela de volta. — Venha ajudar! Mais tarde, comeram como dois reis e uma rainha. Quando come-
çou a mergulhar no sono, contemplando as estrelas, sentindo a friagem limpa daquele ar de planalto, o pistoleiro pensou que aquilo era o mais próximo que havia chegado da alegria em muitos e muitos anos.
Dormiu. E sonhou.
4
Era a Torre. A Torre Negra.