A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 194 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Provavelmente não há. Mas carreguei a…

— Provavelmente não há. Mas carreguei a arma com as que acredito

que se molharam menos... três da cartucheira do cinto esquerdo, três da

cartucheira do direito. Uma deve detonar. Duas, se você tiver sorte. Gaste no máximo uma com as criaturas. — Os olhos estudaram brevemente a expressão de Eddie. — Pode haver outras coisas lá embaixo.

— Já ouviu algum barulho, não foi?

— Se está se referindo a alguma coisa uivando nas colinas, sim. Se

está se referindo ao Bicho-papão, como dizem seus olhos, não. Ouvi um gato selvagem entre as moitas, foi só, talvez com uma voz quatro vezes maior que o tamanho de seu corpo. Talvez não passe de um bicho capaz

de ser afugentado com uma pequena vara. Mas esteja atento a Odetta. Se a outra voltar, talvez tenha de...

— Não vou matá-la, se é no que está pensando!

— Mas pode se ver obrigado a dobrá-la. Está entendendo? Eddie assentiu com relutância. De qualquer modo, as malditas balas

provavelmente não iriam detonar e não fazia sentido gastar energia em

discussões como aquela.

— Quando chegar à porta, largue Odetta. Proteja-a o melhor que

puder, mas volte para me trazer a cadeira.

— E o revólver?

Os olhos do pistoleiro ficaram tão brilhantes que Eddie jogou a ca-

beça para trás, como se Roland tivesse atirado uma tocha ardente em seu rosto.

— Deuses, por que essa pergunta? Iria deixá-la com um revólver car-

regado, sabendo que a outra poderia voltar a qualquer momento? Está maluco?

— As balas talvez nem...

— Fodam-se as balas! — gritou o pistoleiro, e uma repentina queda

no vento permitiu que as palavras seguissem com a brisa. Odetta virou a

cabeça, fitou-os por um bom tempo e depois voltou a se concentrar no mar. — Não deixe o revólver com ela!

Eddie conservou a voz baixa para o caso de o vento ceder outra vez.

— E se alguma coisa sair do matagal enquanto eu estiver vindo para

cá? Algum gato quatro vezes maior que a voz, em vez da hipótese contrária? Algo que não se possa enxotar com uma vara?