A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 165 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Então Eddie adormecera, embora Roland o tivesse mandado ficar de

guarda e, quando Roland teve certeza que os dois haviam dormido (ele

tinha esperado mais tempo por causa da Dama, que podia, ele achava, estar fingindo dormir), recarregou os revólveres com balas já utilizadas, tirou os cinturões (o que provocou um certo barulho) e pôs os revólveres

ao lado de Eddie.

Depois esperou.

Uma hora; duas; três.

Na metade da quarta hora, quando seu corpo cansado e febril tentava

cochilar, o pistoleiro antes sentiu que viu a Dama despertar e ele próprio

ficou inteiramente desperto.

Viu-a rolar pela areia. Viu-a transformar as mãos em garras e rastejar

pela areia até onde seus cinturões se encontravam. Viu-a puxar um deles,

se aproximar de Eddie, parar um instante empinando a cabeça, as narinas inchando e se contraindo, fazendo mais do que cheirar o ar; sentindo o gosto dele.

Sim. Aquela era a mulher que atravessara com ele a porta. Quando ela se virou, o pistoleiro fez mais do que fingir dormir, por-

que a mulher teria percebido a simulação: ele tentou dormir. Quando sen-

tiu o olhar dela se descolar, acordou e tornou a abrir um único olho. Viu a mulher começando a erguer o revólver — fez isso com menos esforço do que Eddie da primeira vez que Roland o viu fazendo a mesma coisa — e

começando a apontá-lo para a cabeça de Eddie. De repente ela fez uma pausa, o rosto coberto de um implacável ar velhaco.

E nesse momento ela o fez se lembrar de Marten.

Mexeu no tambor, primeiro desajeitada, depois conseguindo abrir.

Examinou-o de cima. Tenso, Roland esperava para ver se ela descobriria

que as boas balas já tinham sido retiradas; bastaria olhar pelo outro lado do tambor para descobrir que só havia câmaras vazias em vez de balas (pensara em carregar os revólveres com as balas que tinham falhado, com

as câmaras intactas, mas Cort ensinara que cada revólver era, em última instância, governado pelo Homem de Casco Fendido e uma bala que tinha falhado uma vez poderia muito bem disparar numa segunda tentativa). Se

ela visse as câmaras vazias e quisesse dar uma coronhada, ele saltaria de imediato.