A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 125 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Tudo bem — disse. — Estou…

— Tudo bem — disse. — Estou vendo. Você deve ter olhos como os

do Super-homem.

— Quem?

— Esqueça. Você é um exemplo realmente grave de hiato cultural,

sabia?

— Quê?

— Esqueça. — Eddie riu. — O que é aquilo?

— Você vai ver. — O pistoleiro retomou a marcha antes que Eddie

pudesse perguntar mais alguma coisa.

Vinte minutos depois, Eddie achou que realmente estava vendo.

Quinze minutos a mais e teve certeza. O objeto na praia ainda estava a

mais de três, talvez cinco quilômetros de distância, mas ele já sabia o que

era. Uma porta, é claro. Outra porta.

Nenhum dos dois dormiu bem naquela noite e estavam de pé, e

em marcha, uma hora antes de o sol clarear as encostas das montanhas

corroídas pela erosão. Atingiram a porta assim que os primeiros raios

do sol da manhã, tão belo e tão brando, irromperam sobre eles. Os

raios iluminaram como lampiões os rostos ásperos dos dois. Deixaram

o pistoleiro de novo com quarenta anos, e Eddie da idade que Roland

tinha quando saiu para enfrentar Cort levando o falcão David como

sua arma.

A porta era exatamente igual à primeira, só mudava o que estava

escrito nela:

 

A DAMA DAS SOMBRAS

 

— Pois é — disse Eddie em voz baixa, contemplando a porta que lá esta-

va, as dobradiças apoiadas em algum desconhecido umbral entre um mundo

e outro, um universo e outro. Lá estava ela com sua mensagem gravada,

real como pedra e estranha como a luz das estrelas.

— Pois é — concordou o pistoleiro.

— Ka.

— Ka.

— É de onde vai escolher o segundo dos seus três.

— Parece que sim.