A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 270 de 274

Páginas do PDF

A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Pegue minha bolsa.

Eddie obedeceu. Susannah se mexeu e Eddie parou, o rosto reduzido

a superfícies vermelhas e sombras negras ante as brasas que se extinguiam na fogueira. Quando a viu novamente se esticar, tranqüila, deu a bolsa a Roland.

Roland remexeu na bolsa, agora pesada com a munição daquele ou-

tro mundo. Não foi nada difícil achar o que queria no que restava de sua

vida.

O maxilar.

O maxilar do homem de preto.

— Vamos ficar aqui um pouco — disse ele — e eu vou ficar bom. — Vai saber quando é a hora de partir?

Roland sorriu um pouco. Os tremores estavam diminuindo, o suor

secando na brisa fria da noite. Mas ainda via em sua mente aquelas figuras, aqueles cavaleiros, amigos, amantes e inimigos de antigamente, circulan-

do de um lado para o outro, aparecendo brevemente naquelas janelas e depois sumindo; via a sombra da Torre em que estavam enclausurados despontar escura e comprida numa planície coberta de sangue, morte e

terríveis provações.

— Eu não — disse ele virando a cabeça para Susannah. — Mas ela

vai.

— E depois?

Roland suspendeu o maxilar de Walter.

— Isto um dia já falou.

Olhou para Eddie.

— Vai falar de novo.

— É perigoso. — O tom de Eddie foi seco.

— É .

— Não só para você.

— Não.

— Eu amo essa mulher, cara.

— É.

— Se você a machucar...

— Vou fazer o que for preciso — disse o pistoleiro.

— E nós não importamos? É isso?