A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 22 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Estou respirando, pensou Roland. Terei de voltar…

Estou respirando, pensou Roland. Terei de voltar e me mexer. Mas pri-

meiro há coisas a fazer. Coisas...

Soltou-se da mente do prisioneiro e recuou, observando, esperando

para ver se o prisioneiro sabia se ele estava ali ou não.

 

Quando parou de vomitar, Eddie continuou curvado sobre o vaso, com

os olhos apertados.

Me deu um segundo de branco. Não sei o que foi. Será que olhei em

volta?

Tateou à procura da torneira e abriu a água fria. Com os olhos ainda

fechados, molhou o rosto e a testa.

Quando não pôde mais adiar, tornou a erguer os olhos para o espelho. Seus próprios olhos estavam lá de novo.

Não havia vozes estranhas em sua cabeça.

Nenhuma sensação de estar sendo observado.

Você apagou momentaneamente, Eddie, advertiu-o o eminente sábio e

grande viciado. Um fenômeno não incomum em alguém que está ficando

com fissurinha.

Eddie olhou para o relógio. Uma hora e meia até Nova York. A ater-

rissagem do avião estava prevista para as 4h05, horário da Costa Leste,

mas na verdade seria ao meio-dia. Pela hora do seu relógio.

Voltou para a poltrona. A bebida estava na bandeja. Tomou dois

goles e a aeromoça voltou para perguntar se ele precisava de mais alguma

coisa. Abriu a boca para dizer não... e então houve mais um daqueles

estranhos momentos de branco.

 

— Eu gostaria de comer alguma coisa, por favor — pediu o pistoleiro pela

boca de Eddie Dean.

— Vamos servir a refeição quente daqui a...

— Estou realmente morrendo de fome — disse o pistoleiro com

perfeita sinceridade. — Qualquer coisa serve, até um popquim...