A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Eddie tenta se esquivar.
Os olhos de atirador do pistoleiro tomam a frente e comandam.
Roland puxa-o para perto, tão perto que pode sentir o mau cheiro da
doença de Eddie e Eddie pode sentir o mau cheiro da doença de Roland;
a combinação enjoa e atrai os dois.
— Aqui só temos duas opções — murmura Roland. — Não sei como
acontece em seu mundo, mas aqui só temos duas alternativas. Continuar
de pé e talvez sobreviver ou morrer de joelhos, com a cabeça baixa e o
fedor dos próprios sovacos no nariz. Não pode... — Ele deixa escapar uma
tosse curta. — Não pode ser de outro jeito.
— Quem é você?— grita Eddie.
— Seu destino, Eddie — murmura o pistoleiro.
— Por que não vai simplesmente se foder? — pergunta Eddie. O
pistoleiro tenta falar, mas antes de conseguir sai flutuando como cartas
embaralhada
KA-BLAM!
Roland abre os olhos para um bilhão de estrelas girando pela escuri-
dão, depois torna a fechá-los.
Não sabe o que acontece, mas acha que tudo está bem. O baralho
ainda se move, as cartas sofrem mais uma
embaralhada
Mais um pedaço de carne macio, saboroso. Ele se sente melhor. Eddie
também parece melhor. Mas também parece preocupado.
— Estão chegando mais perto — diz Eddie. — Podem ser feias, mas
não são completamente estúpidas. Sabem o que tenho feito. De alguma
forma sabem e não estão gostando. A cada noite chegam um pouco mais
perto. Se você puder, talvez fosse bom sairmos daqui quando amanhecer.
Ou pode ser o último amanhecer de nossas vidas.
— Quem são? — Não é exatamente resmungo, mas alguma coisa
gutural entre resmungo e verdadeira fala.