A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 113 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Eddie tenta se esquivar.

Os olhos de atirador do pistoleiro tomam a frente e comandam.

Roland puxa-o para perto, tão perto que pode sentir o mau cheiro da

doença de Eddie e Eddie pode sentir o mau cheiro da doença de Roland;

a combinação enjoa e atrai os dois.

— Aqui só temos duas opções — murmura Roland. — Não sei como

acontece em seu mundo, mas aqui só temos duas alternativas. Continuar

de pé e talvez sobreviver ou morrer de joelhos, com a cabeça baixa e o

fedor dos próprios sovacos no nariz. Não pode... — Ele deixa escapar uma

tosse curta. — Não pode ser de outro jeito.

— Quem é você?— grita Eddie.

— Seu destino, Eddie — murmura o pistoleiro.

— Por que não vai simplesmente se foder? — pergunta Eddie. O

pistoleiro tenta falar, mas antes de conseguir sai flutuando como cartas

 

embaralhada

 

KA-BLAM!

Roland abre os olhos para um bilhão de estrelas girando pela escuri-

dão, depois torna a fechá-los.

Não sabe o que acontece, mas acha que tudo está bem. O baralho

ainda se move, as cartas sofrem mais uma

 

embaralhada

 

Mais um pedaço de carne macio, saboroso. Ele se sente melhor. Eddie

também parece melhor. Mas também parece preocupado.

— Estão chegando mais perto — diz Eddie. — Podem ser feias, mas

não são completamente estúpidas. Sabem o que tenho feito. De alguma

forma sabem e não estão gostando. A cada noite chegam um pouco mais

perto. Se você puder, talvez fosse bom sairmos daqui quando amanhecer.

Ou pode ser o último amanhecer de nossas vidas.

— Quem são? — Não é exatamente resmungo, mas alguma coisa

gutural entre resmungo e verdadeira fala.