A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 119 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Talvez você esteja recuperando o senso…

— Talvez você esteja recuperando o senso de humor que perdeu na

quelas guerras. — Ele se levanta, certamente para ir até a encosta onde

deve haver lenha para uma fogueira, calcula Roland.

— Espere — sussurra Roland, e Eddie se vira para olhá-lo. —

Falando sério, por quê?

— Acho que foi porque você precisava de mim. Se eu me matasse,

você ia morrer. Mais tarde, quando estiver novamente andando sem

problemas, posso, digamos, reexaminar minhas opções. — Eddie olha

em volta e suspira profundamente. — Quem sabe não há uma

Disneylândia ou uma Coney Island no seu mundo, Roland, porque o

que vi até agora realmente não me parece muito interessante.

Eddie começa a se afastar, pára e torna a virar a cabeça para Roland.

Tem uma expressão sombria, embora parte da palidez doentia tenha su-

mido. As tremedeiras se transformaram no máximo em tremores ocasionais.

— Às vezes você realmente não entende o que eu digo, não é? — Não — murmura o pistoleiro. — Às vezes não.

— Então vou esclarecer. Há pessoas que precisam de pessoas que

precisem delas. Você não compreende pela simples razão de não ser uma

dessas pessoas. Você me usaria e depois me atiraria no lixo como um saco

de papel se fosse preciso. Deus fodeu com você, meu amigo. Você é esperto

o bastante para se sentir muito mal agindo assim, e duro o bastante para

fazê-lo de qualquer maneira. Não seria capaz de agir de outro modo. Se

me visse caído na praia pedindo socorro, passaria sobre mim se eu

estivesse entre você e sua maldita torre. Não estou perfeitamente

próximo da verdade?

Roland não diz nada, só observa Eddie.

— Mas nem todo mundo é assim. Há pessoas que precisam de

pessoas que precisem delas. Como a canção da Barbra Streisand. Piegas,

mas verdadeira. As pessoas costumam se envolver umas com as outras.

Eddie o olha fixamente.

— Mas no que diz respeito a você, quer permanecer sempre de fora,

não é?

Roland o observa.

— Exceto no que diz respeito à Torre. — Eddie deixa escapar um

riso curto. — Você é viciado na Torre, Roland.