A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Mas ela tornou a encaixar o tambor,…
Mas ela tornou a encaixar o tambor, começou a puxar o cão... e então
parou de novo. Esperando para que o vento amortecesse o clique baixo do
engatilhar.
Mais um, ele pensou. Meu Deus, ela é malévola e perneta, mas é com
certeza uma pistoleira, assim como Eddie.
Esperou com ela.
O vento aumentou.
Ela acabou de engatilhar e colocou o revólver a pouco mais de um
centímetro da têmpora de Eddie. Com um sorriso que lembrava a careta
de um fantasma, puxou o gatilho.
Clique.
Roland esperou.
Ela tornou a puxar. De novo. E de novo.
Clique-Clique-Clique.
— PUTO!— a mulher gritou e virou o revólver como quem ia usar a
coronha.
Roland armou o bote, mas acabou não pulando. Uma criança só en-
tende o que é um martelo depois que seu dedo é confundido com um prego.
Se o Eddie for morto, depois vai ser sua vez.
Tenha calma, aconselhou a voz de Cort com total secura.
Eddie se mexeu. E seus reflexos não foram maus; ele se moveu com
rapidez suficiente para evitar um golpe que poderia deixá-lo inconsciente
ou morto. Em vez de acertar no lado vulnerável de sua testa, a pesada
coronha do revólver bateu do lado do maxilar.
— O que... Meu Deus!
— PUTO! BRANCO PUTO!— Detta gritava, e Roland viu-a
levantar pela segunda vez o revólver. E embora ela não tivesse pernas,
o máximo que Eddie podia fazer era rolar para o lado tentando
escapar. Bem, se Eddie não aprendesse a lição agora, jamais iria
aprender. Da próxima vez que o pistoleiro mandasse Eddie ficar de
guarda, Eddie ficaria. Infelizmente, a puta era rápida. Não seria sensato
continuar contando com a rapidez de Eddie ou com a enfermidade da
Dama.
O pistoleiro se lançou para a frente, voando sobre Eddie, atingindo a
mulher, atirando-a para trás e terminando em cima dela.