A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 166 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Mas ela tornou a encaixar o tambor,…

Mas ela tornou a encaixar o tambor, começou a puxar o cão... e então

parou de novo. Esperando para que o vento amortecesse o clique baixo do

engatilhar.

Mais um, ele pensou. Meu Deus, ela é malévola e perneta, mas é com

certeza uma pistoleira, assim como Eddie.

Esperou com ela.

O vento aumentou.

Ela acabou de engatilhar e colocou o revólver a pouco mais de um

centímetro da têmpora de Eddie. Com um sorriso que lembrava a careta

de um fantasma, puxou o gatilho.

Clique.

Roland esperou.

Ela tornou a puxar. De novo. E de novo.

Clique-Clique-Clique.

— PUTO!— a mulher gritou e virou o revólver como quem ia usar a

coronha.

Roland armou o bote, mas acabou não pulando. Uma criança só en-

tende o que é um martelo depois que seu dedo é confundido com um prego.

Se o Eddie for morto, depois vai ser sua vez.

Tenha calma, aconselhou a voz de Cort com total secura.

Eddie se mexeu. E seus reflexos não foram maus; ele se moveu com

rapidez suficiente para evitar um golpe que poderia deixá-lo inconsciente

ou morto. Em vez de acertar no lado vulnerável de sua testa, a pesada

coronha do revólver bateu do lado do maxilar.

— O que... Meu Deus!

— PUTO! BRANCO PUTO!— Detta gritava, e Roland viu-a

levantar pela segunda vez o revólver. E embora ela não tivesse pernas,

o máximo que Eddie podia fazer era rolar para o lado tentando

escapar. Bem, se Eddie não aprendesse a lição agora, jamais iria

aprender. Da próxima vez que o pistoleiro mandasse Eddie ficar de

guarda, Eddie ficaria. Infelizmente, a puta era rápida. Não seria sensato

continuar contando com a rapidez de Eddie ou com a enfermidade da

Dama.

O pistoleiro se lançou para a frente, voando sobre Eddie, atingindo a

mulher, atirando-a para trás e terminando em cima dela.