A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 271 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Eu amo vocês dois. — O…

— Eu amo vocês dois. — O pistoleiro olhou para Eddie e Eddie viu

que, sob o último clarão das últimas brasas da fogueira, o rosto de Roland

tinha um brilho vermelho dos lados. Ele estava chorando.

— Isso não responde à minha pergunta. Você vai continuar, não vai? — Vou.

— Realmente até o fim.

— Sim. Realmente até o fim.

— Não importa o que aconteça. — Eddie encarou-o com raiva e

afeto, uma espécie de carinho doído naquela última e desesperada tentativa de entender a mente, a vontade e a carência de outro homem.

O vento fazia as árvores gemerem.

— Está parecendo o Henry, cara. — Eddie também havia começado a

chorar. Não queria. Detestava chorar. — Ele tinha uma torre também, só

que ela não era negra. Está lembrado de quando lhe falei da torre do Henry? Éramos irmãos e acho que também éramos pistoleiros. Tínhamos uma Torre Branca, e ele também me pediu para ficar correndo atrás dela, me pediu do

seu jeito, é claro. Então eu selei o cavalo e montei, porque ele era meu irmão, entende? Nós chegamos lá. Encontramos a Torre Branca. Mas ela era venenosa. Ela o matou. Ela ia me matar. Você me viu. Você salvou mais do

que a minha vida. Você salvou a porra da minha alma.

Eddie segurou Roland e beijou-o no rosto. Sentiu o gosto de suas

lágrimas.

— E agora? Subir outra vez no cavalo? Continuar e encontrar de

novo o tal homem?

O pistoleiro não disse uma palavra.

— Sem dúvida não temos encontrado muita gente, mas sei que há

pessoas à frente e sempre que há uma Torre envolvida surge um homem.

Você espera pelo homem, sabe que terá de encontrá-lo, e no fim tudo que importa é a grana, mas neste caso, talvez sejam balas em vez de grana. E continuamos nisso? Montar no cavalo? Ir ao encontro dele? Porque se for só

um replay da mesma e velha tempestade de merda teria sido melhor que você e ela tivessem me deixado na boca das lagostas. — Eddie olhou para ele com

olhos rodeados de olheiras. — Eu vivi na sujeira, cara. E se descobri alguma coisa, foi que não quero morrer na sujeira.

— Não é a mesma coisa.