A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Cláudio Andolini puxou o braço. Seus dedos…
Cláudio Andolini puxou o braço. Seus dedos saíram do cu de Eddie
Dean dando uma espécie de estalo. A boca de Cláudio se contorceu como
uma vara de pescar cheia de nós.
— Saia logo daí, Jack, fiquei com a merda deste drogado na mão! —
gritou Cláudio furioso.
— Se eu soubesse que você ia investigar lá dentro, Cláudio, teria
limpado meu cu com um pé de cadeira da última vez que caguei — disse
Eddie suavemente. — Sua mão teria saído mais limpa e eu não estaria
parado aqui me sentindo como se tivesse sido enrabado por um touro.
— Jack!
— Vá até a cozinha e se limpe lá — disse Balazar em voz baixa. — Eu
e Eddie não temos razão para esmurrar um ao outro. Temos, Eddie?
— Não — disse Eddie.
— Sem dúvida ele está limpo — disse Cláudio. — Bem, limpo pode
não ser a palavra certa. O que eu quis dizer é que não está carregando
nada. Disso você pode ter certeza. — Saiu levando a mão suja na frente do
corpo como um peixe morto.
Eddie olhou calmamente para Balazar, que estava pensando de novo
em Harry Houdini, Blackstone, Doug Henning e David Copperfield. As
pessoas diziam que números de mágica estavam tão superados quanto os
vaudevilles-, mas Henning era um superstare o tal de Copperfield eletrizara
a platéia quando Balazar assistiu sua apresentação em Atlantic City. Balazar
adorara os mágicos desde a primeira vez que vira um, numa esquina de rua,
fazendo truques com cartas por alguns trocados. E qual era a providência
que os mágicos sempre tomavam antes de fazer alguma coisa aparecer —
algo que faria o público primeiro suspirar e depois aplaudir? O que faziam
era convidar alguém da platéia para verificar se o lugar de onde o coelho,
a pomba, a moça de seios nus ou fosse lá o que fosse iam sair estava ou não
completamente vazio. Mais que isso, para verificar se não haveria um meio
de colocar algo lá dentro.
Acho que talvez ele consiga. Não sei como e não me importa saber. A
única coisa que sei com certeza é que não estou gostando nada disto, nem um
pouco.