A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 57 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Mordidas de mosquito.

— Sim.

— E a marca vermelha é uma reação alérgica.

— É. Começou quando eu estava nas Bahamas; no início não pareceu

tão ruim.

— Começou quando ele chegou lá — um dos homens disse para

outro.

— Hã-hã — disse o segundo. — Você acredita?

— Com certeza.

— E em Papai Noel?

— Com certeza. Quando eu era criança cheguei a tirar um retrato

com ele. — E olhando para Eddie: — Você tem uma foto desta famosa

marca vermelha antes de fazer sua viagenzinha, Eddie?

Eddie não respondeu.

— Se está limpo, por que não faz um exame de sangue? — Era de

novo o primeiro cara, o cara com o cigarro no canto da boca. Que já queimara quase até o filtro.

Eddie ficou subitamente irritado — tremendamente irritado. Ouviu

seu interior.

Tudo bem, a voz respondeu de imediato, e Eddie sentiu mais que um

acordo, era um tipo de aprovação. Isso o fez se sentir como se sentia quando

Henry o abraçava, despenteava seu cabelo, batia no seu ombro e dizia: Você foi bem, garoto... não deixe isso lhe subir à cabeça, mas você foi bem.

— Vocês sabem que estou limpo. — Ele se levantou de repente... tão

de repente que os homens recuaram. Olhou para o fumante que estava mais perto. — E vou te dizer uma coisa, docinho, se não tirar essa fumaça

da minha cara o seu nariz vai voar com ela.

O cara recuou.

— Vocês já esvaziaram o tanque de merda daquele avião. Meu Deus,

tiveram tempo de sobra para revirar três vezes aquela coisa. A minha mala foi revirada. Eu me curvei e deixei um de vocês enfiar o dedo mais

comprido deste mundo no meu cu. Se toque retal é um exame, aquilo foi uma porra de um safári. Fiquei com medo de olhar pra baixo. Achei que ia ver a unha do cara saindo do meu pau.

Ele olhou em volta, irado.