A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
dos correios se não tivessem as grades…
dos correios se não tivessem as grades nas janelas de trás? Será que Eddie
tinha feito realmente alguma coisa com a mercadoria? Se livrado dela?
Escondido a coca?
Impossível esconder as coisas num avião.
Impossível livrar-se delas.
Naturalmente era também impossível escapar de certas prisões, as-
saltar certos bancos, recorrer de certas sentenças. Mas as pessoas conseguiam
fazer tudo isso. Harry Houdini escapara de camisas-de-força, baús tranca-
dos e dos mais resistentes cofres de bancos. Mas Eddie Dean não era
Houdini.
Ou era?
Poderia ter matado Henry no apartamento, poderia ter acabado com
Eddie no táxi ou, melhor ainda, também no apartamento, onde os policiais
iriam concluir que uma dupla de viciados ficara suficientemente desespe-
rada para esquecer que eram irmãos e haviam atirado um no outro. Se
bem que isto iria deixar um excesso de perguntas sem resposta.
Conseguiria as respostas ali, podendo se preparar para acontecimen-
tos futuros ou meramente satisfazer a curiosidade, dependendo de como
fossem as tais respostas. Depois acabaria com os dois.
Algumas respostas a mais, dois viciados a menos. Algum ganho e
nenhuma grande perda.
No outro cômodo, o jogo tinha se concentrado novamente em Henry.
— Está bem, Henry — disse George Biondi. — Tenha cuidado,
porque esta é traiçoeira. A categoria é geografia. E a pergunta é: Qual o
único continente onde os cangurus são uma forma nativa de vida?
Uma pausa silenciosa.
— Johnny Cash — disse Henry, e isto foi seguido por uma
estrondosa onda de riso.
As paredes tremeram.
Cimi ficou tenso, achando que a casa de cartas de Balazar (que só se
tornaria uma torre se Deus, ou as forças cegas que governam o universo
em Seu nome, assim o permitissem) poderia cair.
As cartas tremeram um pouco. Se uma delas caísse, cairiam todas.
Nenhuma caiu.