A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Mas então pensou em Jake, pensou no…
Mas então pensou em Jake, pensou no empurrão que tinha levado
Jake para outro mundo e achou que estava ouvindo o riso do homem de
preto. Isso acabou com ele.
Roland desmaiou.
Quando voltou a si, olhava para ordenadas fileiras de números marchan-
do por uma folha de papel verde. O papel estava cortado por linhas verti-
cais que se cruzavam com linhas horizontais, de modo que cada número
parecia um prisioneiro numa cela.
Ele pensou: algum outro mistério.
Não apenas a risada de Walter na sua cabeça. Alguma coisa... um plano?
Não, Deuses, não... nada tão complexo ou promissor.
Mas uma idéia, pelo menos. Uma cócega.
Por quanto tempo fiquei fora do ar?, pensou subitamente, alarmado.
Eram umas nove horas quando atravessei a porta, talvez um pouco menos.
Quanto tempo...?
Ele tomou a frente.
Jack Mort (que agora não passava de um boneco humano controlado
pelo pistoleiro) ergueu um pouco a cabeça e viu, sobre sua mesa, os pon-
teiros do caro relógio de quartzo marcando uma e quinze.
Deuses, assim tão tarde? Assim tão tarde? Mas Eddie... ele estava tão
cansado, não iria conseguir ficar acordado por tanto t...
O pistoleiro virou a cabeça de Jack. A porta ainda estava lá, mas o
que viu do outro lado foi algo muito pior do que havia imaginado.
Postadas ao lado da porta havia duas sombras, uma da cadeira de
rodas, outra de um ser humano... mas o ser humano estava incompleto,
apoiando-se totalmente nos braços porque a parte de baixo das pernas
fora arrancada com a mesma brutalidade voraz que aqueles dedos da mão
e do pé de Roland.
Essa sombra se moveu.
Roland sacudiu de imediato a cabeça de Jack Mort, jogando-a para o
lado com a rapidez chicoteante de um bote de cobra.