A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 39 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

de forma alguma como carruagens mas como…

de forma alguma como carruagens mas como projéteis atirados de revól-

veres ou canhões. Preparavam-se para se lançar no ar. Por mais desespera-

da que sua própria situação tivesse se tornado, parte dele queria muito

tomar a frente e virar a cabeça para ver aqueles veículos que se lançavam

para os céus. Eram feitos pelo homem, mas cada detalhe parecia tão fabu-

loso quanto as histórias do Grande Emplumex que supostamente teria

vivido no distante (e provavelmente mítico) reino de Garlan — talvez

mais fabuloso, pois aqueles veículos eram feitos pelo homem.

A mulher que trouxera o popquim desapertou os arreios (menos de

um minuto depois de tê-los apertado) e se dirigiu para uma pequena por-

ta. É lá que fica o condutor, pensou o pistoleiro, mas quando a porta foi

aberta e ela entrou, o pistoleiro viu que, ao que parecia, eram necessários

três condutores para operar a carruagem aérea, e mesmo a breve olhadela

que pôde dar nos milhares de mostruários, alavancas e luzes o fez entender

por quê.

O prisioneiro tudo olhava, mas nada via... Cort teria primeiro dado

um riso de deboche, depois o atirado na parede mais próxima. A mente do

prisioneiro estava completamente ocupada em segurar a sacola sob a pol-

trona, não esquecer de tirar o paletó esporte de uma arca sobre sua cabeça

e... enfrentar a prova do ritual.

O prisioneiro não via nada; o pistoleiro via tudo.

A mulher achava que ele era um ladrão ou um louco. Ele — ou talvez

eu, sim, é bastante provável — fez alguma coisa para fazê-la pensar assim.

Ela hesitava em agir, mas agora a outra mulher a estimulava... e acho que

elas já sabem o que está realmente errado. Sabem que ele vai tentar profa-

nar o ritual.

Então, como num estouro de trovão, viu o resto de seu problema.

Primeiro, não era só uma questão de levar os saquinhos para seu mundo

como tinha feito com a moeda; a moeda não estava presa no corpo do

prisioneiro com o cordão grudento que este último havia passado repeti-

das vezes ao redor do peito para manter os sacos apertados contra a pele.

Aquele cordão grudento era só parte de seu problema. O prisioneiro não

se dera conta do desaparecimento temporário de uma moeda entre tantas

outras, mas quando percebesse que a coisa pela qual estava arriscando a

vida tinha subitamente sumido, certamente criaria sérios problemas... e aí?