Navegação de Cabotagem
Bahia, 1987.
*Maio de 1987.
Aqui nestas lem branças desej o apenas agradecer a todos e a cada um dos que concorreram para a existência e a atuação da Casa, são m uitos. José Sarney que a instituiu, Antônio Carlos Magalhães, Celso Furtado, Waldir Pires, João Durval Carneiro, m inistros e governadores, Lafay ete Ponde Filho, presidente do Banco da Bahia, Renato Martins, da Odebrecht, Mário Gordilho, Germ ano Tabacov, reitor da UFBA**, que preside seu destino desde a instalação, os que com põem os Conselhos, os que nela trabalham : Rosane Rubim , Zilá Azevedo, Maria de Lurdes, cito apenas as que com eçaram com a Casa, ao poeta Claudius Portugal que inventou e dirige a revista Exu, órgão da Fundação. Quando m e anunciou o proj eto tem i pelo futuro do organism o, a revista iria devorar-lhe o patrim ônio, ser arauto da subliteratura, nunca com eti engano tam anho, a revista é um a beleza e não custa um centavo aos cofres m agérrim os que My riam adm inistra.
**Universidade Federal da Bahia.
Diretor-executivo, My riam Fraga m ourej a buscando solução para os problem as, não se queixa, não se abate por m ais difícil pareça e sej a a m anutenção da Casa, a execução dos proj etos. My riam dirige a Fundação em poesia, em fuso e roca, no em bruxedo, na fantasia, dona e com parsa, no esconj uro e na esperança, um ato de am or que ela repete a cada dia, a poeta My riam Fraga.
Agradeço tam bém a Zélia: só passando sobre o meu cadáver! Não fosse ela, a Casa não teria nascido, a papelada estaria nos States.
Bahia, 1987.
Almoço
Ao despedir-se, Ângelo Calm on de Sá m e abraça: — Só m esm o você conseguiria esse im possível, não creio no que vi hoj e aqui. — Refere-se ao alm oço no qual, para festej ar a inauguração da Fundação Casa de J.A., reuni os opostos, os adversários, os inim igos políticos e até inim igos pessoais.
Sentaram -se para alm oçar na casa do Rio Verm elho naquele dia trezentas e três pessoas, fora os penetras, não sei quantos: no costum e local o convidado traz a fam ília toda, bem -vindos todos. Vínham os das eleições para o Governo do Estado, para senadores, deputados federais e estaduais, os com batentes ainda não haviam deposto as arm as. Com o se haviam xingado, ofendido, de ladrão, com o e canalha, as senhoras m ães não escaparam da baixaria sem lim ites. Zélia e eu recebem os nossos convidados sem querer saber o que pensavam uns dos outros, Sarney com Marly, Antônio Carlos, Celso Furtado, José Aparecido o governador que deixava o cargo, João Durval, o que ia assum ir, Waldir, o prefeito em exercício, Manuel Castro, o prefeito eleito Mário Kertz, não faltou ninguém . Pedro e Palom a tiveram a m issão de dispor os convidados nas m esas usando a conveniência e o respeito, seria dem asia colocar inim igos lado a lado. Certo deputado, neto m iúdo de um grande baiano, deu entrevista aos j ornais dizendo que não com pareceria, invocou razões políticas, em verdade creio que não apareceu pelo sim ples m otivo de não ter sido convidado. Todos os convidados vieram , não houve brigas, atritos, rosnar de dentes, a paz reinou e se afirm ou a boa educação.