Os Miseráveis
II — A bandeira vermelha novamente hasteada
— Ninguém se apresenta?
II — A bandeira vermelha novamente hasteada
Desde que os insurgentes nham chegado a Corinto e começado a construir a barricada, ninguém dera mais atenção ao o Mabeuf. Todavia, o senhor Mabeuf não deixara o bando. Entrara para a taberna e fora sentar-se por trás do balcão. Ali nha-se, para assim dizer, suprimido a si mesmo. Parecia já não ouvir nem ver, Courfeyrac e outros nham-se chegado a ele por duas ou três vezes, adver ndo-o do perigo, e convidando-o a que se retirasse, sem que ele mostrasse ouvi-los.
Quando não falavam com ele movia os lábios como se es vesse respondendo a alguém; apenas lhe dirigiam a palavra, tornavam-se-lhes imóveis os lábios e os olhos deixavam de parecer vivos.
Algumas horas antes de ser atacada a barricada tomara ele uma a tude que não deixara ainda: os dois punhos sobre os joelhos e a cabeça pendida para a frente como se olhasse para um abismo. Não houvera nada que o fizesse mudar de posição: parecia até mesmo que nem o seu espírito estava na barricada. Quando cada um fora tomar o seu lugar de combate, não ficara na loja da taberna senão Javert, amarrado ao poste, um insurgente de sabre nu, de guarda a ele, e O senhor Mabeuf.
No momento do ataque, quando houvera a detonação, Mabeuf sen ra-se alcançado pelo abalo sico que ela geralmente produzira e, como acordando, levantara-se de repente, atravessara a loja, de modo que quando Enjolras repe u o seu apelo: «Não se apresenta ninguém,?», vira aparecer o velho no limiar da taberna.
A sua presença produziu certa comoção nos grupos e muitas vozes disseram: