Os Miseráveis
Notas
Dorme. Viveu na terra em luta contra a sorte
Mal seu anjo voou, pediu refúgio à morte
O caso aconteceu por essa lei sombria
Que faz que a noite chegue, apenas foge o dia!
NOTAS
1 — Faça favor de se compor antes de sair.
2 — «Liège» significa cortiça.
3 — «Peau» significa pele.
4 — Este parêntesis é do próprio punho de Jean Valjean.
5 — Formigas brancas.
6 — Assim chamavam aos antigos grilhetas.
7 — «Pibroch» é o canto guerreiro dos escoceses, mas a palavra é aqui empregada pelo autor, indicando o fole do instrumento.
8 — «Uma batalha terminada uma jornada concluída, reparação de medidas mal tomadas a certeza do melhor bom êxito no dia seguinte tudo se perdeu por um momento de terror pânico.» («Napoleon», Dictees de Saint-Helene) 9 — Três erguidos madeiros se levantam,
Do que pendem três corpos, e diferentes
São os motivos. Num, que ao lado fica,
É Dismas, noutro Gesmas, e no meio De ambos, jaz a divina potestade.
Busca Dismas salvar-se; infeliz, Gesmas,
Contra o céu blasfemando, irado ruge.
Deus o que é nosso e a nós p’ra sempre guarde.
Estes versos repete, e preservado
De ladrões, viverás seguramente.
10 — Hospital de doidos.
11 — Calemburgo intraduzível, como quase todos. «Cinq louis» pronuncia-se do mesmo modo que Saint Louis: eis o equívoco .
12 — Asas em francês ( ailles) tem o mesmo som que a letra L.
13 — Grantaire tem a mesma pronuncia que «Grander, ou «Regrand»; origem e explicação da assinatura.
14 — Aprendiz de pintor.
15 — Mulher.
16 — Já uma vez indicámos a gaguez de Toussaint; seja-nos lícito, portanto, não a tornar a acentuar. Repugna-nos fazer a notação musical de um defeito.
17 — Esgrimir com a polícia.
18 — Beleguins, espiões da polícia.
19 — Que bela noite para uma evasão.
20 — Vamo-nos embora! O que estamos aqui a fazer?
21 — A chuva parece querer apagar o fogo do diabo. Não tarda que passe a gente da polícia e o soldado que ali está de sentinela? Vamos fazer com que nos prendam aqui.
22 — O que estás para aí a dizer! O estalajadeiro não pôde evadir-se. Não sabe nada do o cio. Para fazer em ras a camisa e rasgar os lençóis da cama para ter uma corda, para fazer buracos nas portas, para fazer chaves falsas, cortar os ferros, deitar para fora a corda, ocultar-se e disfarçar-se, é preciso ser esperto! O velho não pôde fugir, não sabe trabalhar!
23 — O teu estalajadeiro deixou-se prender na fuga! É preciso ser esperto e desembaraçado. Deixou-se iludir por algum espião, ou por as boas palavras de algum denunciante! Escuta, Montparnasse, ouves gritos na prisão? Vistes os archotes? Pois foi apanhado. Ficará quite com os seus vinte anos! Eu não tenho medo, não sou poltrão, todos o sabem, mas já aqui não há que fazer, e se não nos safarmos, pode a coisa sair-nos mal. Não te zangues, vamos todos beber uma garrafa de tinto velho.
24 — Afirmo-te que o estalajadeiro a estas horas está preso, não vale um soldo! Já não vemos aqui nada; vamo-nos embora. Está sempre e parece-me que vejo um polícia pronto a deitar-me a mão!
25 — Uma corda (calão do Templo).
26 — A minha corda! (calão das barreiras).
27 — Um homem.
28 — Um rapaz (calão do Templo).
29 — Um rapaz (calão das barreiras).
30 — Como o tal rapazinho tem a língua comprida!
31 — O rapazinho parisiense não é feito de palha molhada.
32 — Com esta corda.
33 — E que amarres a corda.
34 — No alto do muro.
35 — No varão da janela.
36 — Filha.
37 — Roubar.
38 — A rapariga não é parva.
39 — O último dia de um condenado.
40 — Patear a peça.
41 — Achareis nessas bisbilhotices uma quantidade de razões para que eu me liberte.
42 — Frecheiro. Cupido.
43 — Não compreendemos como Deus, o pai dos homens, pode atormentar os seus filhos e os seus netos e ouvi-los, gemer, sem se sentir atormentado.
44 — Comer.
45 — «Par r um vidro» por meio dum emplastro de massa, que apoiado no vidro, lhe segura os fragmentos e evita o ruído.
46 — Não rangerá com a serra.
47 — Cortar.
48 — Trabalhar aqui.
49 — Navalha.
50 — Luíses, escudos ou soldos.
51 — Pantin, Paris.
52 — Em linguagem popular: erro, descuido, falta de habilidade.
53 — O casamento em dia de entrudo não terá filhos ingratos.
54 — Piar sagrado: beber vinho.
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ÍNDICE
PRIMEIRA PARTE — FANTINE
LIVRO PRIMEIRO — UM JUSTO
I — O abade Myriel
II — O abade Myriel torna-se Monsenhor Bemvindo
III — A bom bispo, mau bispado
IV — As palavras semelhantes às obras
V — Como Monsenhor Bemvindo poupava as suas batinas
VI — Quem guardava a casa do prelado
VII — Gravatte, o salteador
VIII — Filosofia de sobremesa
IX — O carácter do irmão descrito pela irmã
X — O bispo em presença de uma luz desconhecida
XI — Restrição
XII — Solidão de Monsenhor Bemvindo
XIII — Quais eram as crenças do bispo
XIV — O modo de pensar de Monsenhor Bemvindo
LIVRO SEGUNDO — A QUEDA
I — No fim de um dia de marcha
II — A prudência aconselha a sabedoria
III — Heroísmo da obediência passiva
IV — Pormenores sobre as queijeiras de Pontarlier
V — Tranquilidade
VI — Jean Valjean
VII — O interior do desespero
VIII — A onda e a sombra
IX — Novos agravos
X — O hóspede acordado
XI — O que ele faz
XII — O bispo trabalha
XIII — O pequeno Gervásio
LIVRO TERCEIRO — EM 1817
I — O ano de 1817
II — Quatro pares
III — A quatro e quatro
IV — A alegria de Tholomyés é tão grande que até canta uma
canção espanhola
V — Em casa de Bombarda
VI — Capítulo consagrado ao amor
VII — Prudência de Tholomyés
VIII — Morte dum cavalo
IX — Alegre fim de festa
LIVRO QUARTO — CONFIAR É POR VEZES ABANDONAR
I — Encontro de duas mães
II — Primeiro esboço de duas figuras suspeitas
III — A Cotovia
LIVRO QUINTO — A DESCIDA
I — História de um melhoramento no fabrico dos vidrilhos pretos
II — Madelaine
III — Somas depositadas na casa Laffite
IV — O senhor Madelaine de luto
V — Vários clarões no horizonte
VI —Fauchelevent
VII — Fauchelevent torna-se jardineiro em Paris
VIII — A senhora Victurnien dispende trinta e cinco francos em
favor da moral
IX — Bom êxito da senhora Victurnien
X — Continuação do bom êxito
XI — Christus nos Liberavit
XII — A ociosidade do senhor Barmatabois
XIII — Solução de algumas questões de polícia municipal
LIVRO SEXTO — JAVERT
I — Princípio de repouso
II — Como Jean se pode tornar Champ
LIVRO SÉTIMO — O PROCESSO DE CHAMPMATHIEU
I — A Irmã Simplícia
II — Perspicácia de mestre Scaufflaire
III — Tempestade num crânio
IV — Formas de sofrimento durante o sono
V — Concerto nas rodas
VI — A irmã Simplícia em provação
VII — Depois de chegar ao seu destino, o viajante predispõe-se
para tornar a partir
VIII — Entrada de favor
IX — Um lugar onde se vão formar convicções
X — O sistema da negativa
XI — Champmathieu cada vez mais admirado
LIVRO OITAVO — DESFORRA
I — Em que espelho Madelaine contempla os cabelos
II — Fantine feliz
III — Javert satisfeito
IV — A autoridade readquire os seus direitos
V — Sepultura apropriada
SEGUNDA PARTE — COSETTE
LIVRO PRIMEIRO — WATERLOO
I — O que encontra quem vem de Wivelíes
II — Hougomont
III — O 18 de Julho de 1815
IV — A
V — «O quid obscurum» das batalhas
VI — Quatro horas da tarde
VII — Napoleão de bom humor
VIII — O imperador faz uma pergunta ao guia Lacoste
IX — O imprevisto
X — A planura do Mont-Saint-Jean
XI — Mau guia para Napoleão, bom guia para Bulow
XII — A guarda
XIII — A catástrofe
XIV — O último quadrado
XV — Cambronne
XVI — Quot libras in duce?
XVII — Deve achar-se que Waterloo foi bom?
XVIII — Recrudescência do direito divino
XIX — O campo de batalha durante a noite
LIVRO SEGUNDO — A NAU «ORION»
I — O número 24.601 torna-se o 9.430
II — Onde se lêem dois versos cujo autor é talvez o diabo
III — De como era preciso que a grilheta tivesse passado por
alguma operação preparatória para assim se quebrar com uma
só martelada
LIVRO TERCEIRO — CUMPRIMENTO DA PROMESSA FEITA
À MORIBUNDA
I — A falta de água em Montfermeil
II — Dois retratos completos
III — Vinho para os homens e água para os cavalos
IV — Entra em cena uma boneca
V — A pequena sozinha
VI — O que prova talvez a inteligência de Boulatruelle
VII — Cosette no meio da escuridão ao lado dum desconhecido
VIII — Desgosto de recolher em casa um pobre que é talvez
rico
IX — Thenardier em exercício
X — Quem procura o melhor, às vezes encontra o pior
XI — Reaparece o número 9.430 e como Cosette o ganha na
lotaria
LIVRO QUARTO — O CASEBRE DE GORBEAU
I — Mestre Gorbeau
II — Ninho de um mocho e de uma cotovia
III — Duas desgraças juntas fazem uma ventura
IV — No que repara a principal inquilina
V — Barulho que faz uma moeda de cinco francos caindo no
chão
LIVRO QUINTO — PARA CAÇADA TENEBROSA MATILHA
SILENCIOSA
I — Ziguezagues estratégicos
II — É uma felicidade passarem veículos pela ponte de
Austerlitz
III — Veja-se a planta de Paris em 1827
IV — Evasão às apalpadelas
V — O que seria impossível com a iluminação a gás
VI — Princípio de um enigma
VII — Continuação do enigma
VIII — Complica-se o enigma
IX — O homem do guizo
X — Onde se explica como Javert bateu o monte e não
encontrou caça
LIVRO SEXTO — O PETIT PICPUS
I — Rua Picpus, número 62
II — A obediência de Martin Verga
III — Severidades
IV — Alegrias
V — Distracções
VI — O pequeno convento
VII — Vários contornos desta sombra
VIII — Post corda lapides
IX — Um século sob um hábito
X — Origem de adoração perpétua
XI — O fim do Petit-Picpus
LIVRO SÉTIMO — PARÊNTESIS
I — O convento considerado como ideia abstracta
II — O convento considerado como facto histórico
III — Sob que condição se pode respeitar o passado
IV — O convento à luz dos princípios
V — A oração
VI — Bondade absoluta da oração
VII — Precauções que devem adoptar-se na censura
VIII — Fé a lei
LIVRO OITAVO — OS CEMITÉRIOS ACEITAM O QUE LHES
DÃO
I — Onde se trata do modo de entrar no convento
II — Fauchelevent na presença da dificuldade
III — Madre Inocência
IV — Onde Jean Valjean faz acreditar que leu Austin Castillejo
V — Não basta a embriaguez para se ser imortal
VI — Entre quatro tábuas
VII — Onde se encontra a origem da frase: «não perder a
carta»
VIII — Interrogatório bem sucedido
IX — Clausura
TERCEIRA PARTE — MÁRIO
LIVRO PRIMEIRO — PARIS ESTUDADO NA SUA MAIS
TÉNUE PARCELA
I — Parvulus
II — Alguns dos seus sinais particulares
III — Como é agradável
IV — Como pode ser útil
V — As suas fronteiras
VI — Fragmento de história
VII — O gaiato podia ocupar um lugar nas classificações da
Índia
VIII — Onde se narra um dito galante do último rei
IX — A velha alma da Gália
X — Ecce Paris, ecce homo
XI — Escarnecer, reinar
XII — O futuro latente no povo
XIII — Gavroche
LIVRO SEGUNDO — O VELHO BURGUÊS
I — Noventa anos e trinta e dois dentes
II — Tal dono, tal casa
III — Lucas Espírito
IV — Aspirante centenário
V — Biscainho e Nicolette
VI — Onde se entrevê a Magnon e os seus dois pequenos
VII — Regra: Não receber ninguém senão à noite
VIII — Nem sempre dois fazem um par
LIVRO TERCEIRO — O AVÔ E O NETO
I — Um antigo salão
II — Um dos espectros vermelhos daquele tempo
III — Requiescat
IV — Fim do salteador
V — Utilidade de ouvir missa para vir a ser-se revolucionário
VI — Quanto vale ter encontrado um sacristão
VII — História de saias
VIII — Mármore contra granito
LIVRO QUARTO — OS AMIGOS DO ABC
I — Um grupo que esteve quase a tornar-se histórico
II — Oração fúnebre de Blondeau, por Bossuet
III — Surpresas de Mário
IV — A sala interior do café Musain
V — Amplia-se o horizonte
VI — Rés Augusta
LIVRO QUINTO — EXCELÊNCIA DO INFORTÚNIO
I — Mário indigente
II — Mário pobre
III — Mário engrandecido
IV — O senhor Mabeuf
V — Pobreza, boa vizinha da miséria
VI — O substituto
LIVRO SEXTO — CONJUNÇÃO DE DUAS ESTRELAS
I — A alcunha: modos de formar nomes de família
II — Lux facta est
III — Efeitos da Primavera
IV — Princípio de uma grave doença
V — Caem vários raios sobre «Mame» Bougon
VI — Mário prisioneiro
VII — Aventuras da letra U entregue a conjecturas
VIII — Até os próprios inválidos podem ser felizes
IX — Eclipsa
LIVRO SÉTIMO — PATRON-MINETTE
I — As minas e os mineiros
II — O «Bas-fond»
III — Babet, Gueulemer, Claquesous e Montparnasse
IV — Composição da quadrilha
LIVRO OITAVO — O MAU POBRE
I — Mário procura uma mulher de chapéu e encontra um
homem de boné
II — Achado
III — Quadrifrons
IV — Uma rosa na miséria
V — O Judas da providência
VI — O homem bravio no seu covil
VII — Estratégia e táctica
VIII — Um raio de luz nas trevas
IX — Jondrette quase que chora
X — Tarifa dos cabrioles de aluguer: dois francos por hora
XI — A miséria oferece-se para obsequiar a dor
XII — Em que foi empregada a moeda de cinco francos do
senhor Leblanc
XIII — Solus cum solo, in loco remoto, non cogitabuntur orare
pater noster
XIV — Onde um agente da polícia dá duas pistolas de algibeira
a um advogado
XV — Jondrette efectua a compra de que falava
XVI — Onde se tornará a ouvir uma canção inglesa, que era
moda em 1832
XVII — Emprego da moeda de cinco francos de Mário
XVIII — As duas cadeiras de Mário em frente uma da outra
XIX — Preocupações por causa de certos mistérios
XX — A cilada
XXI — De como deveria começar-se sempre por prender as
vítimas
XXII — O pequeno que gritava na segunda parte
QUARTA PARTE — IDÍLIO NA RUA PLUMET E EPOPEIA NA
RUA DE S. DINIZ
LIVRO PRIMEIRO — ALGUMAS PÁGINAS DE HISTÓRIA
I — Bem talhado
II — Mal cozido
III — Luís Filipe
IV — Fendas nos alicerces
V — Factos que dão origem à história e que a história ignora
VI — Enjolras e os seus ajudantes
LIVRO SEGUNDO — EPONINA
I — O campo da Cotovia
II — Formação embrionária dos crimes na incubação das
prisões
III — Aparição ao tio Mabeuf
IV — Aparição a Mário
LIVRO TERCEIRO — A CASA DA RUA PLUMET
I — A casa misteriosa
II — Jean Valjean guarda nacional
III — «Foliis ac frondibus»
IV — Mudança de grade
V — A rosa descobre que é uma máquina de guerra
VI — Princípio da batalha
VII — Para tristeza, tristeza e meia
VIII — A cadeia
LIVRO QUARTO — O SOCORRO HUMANO PODE TORNAR-
SE SOCORRO DO CÉU
I — Ferido por fora, restabelecido por dentro
II — A tia Plutarco não sente dúvida em explicar um fenómeno
LIVRO QUINTO — O FIM NÃO CONDIZ COM O PRINCÍPIO
I — Atracção entre a solidão e o quartel
II — Sustos de Cosette
III — Auxílio dos comentários de Toussaint
IV — Um coração debaixo duma pedra
V — Cosette depois da carta
VI — Os velhos nasceram para sair de casa em ocasiões
oportunas
LIVRO SEXTO — O PEQUENO GAVROCHE
I — Travessura do vento
II — Onde o pequeno Gavroche tira proveito de Napoleão, o
Grande
III — As peripécias da evasão
LIVRO SÉTIMO — O CALÃO
I — Origem
II — Raízes
III — Calão que chora e calão que ri
IV — Os dois deveres: velar e esperar
LIVRO OITAVO — ENCANTOS E AMARGURAS
I — Luz plena
II — Atordoamento da felicidade completa
III — Princípio de sombra
IV — Um cão de improviso
V — Coisas da noite
VI — Mário torna-se positivo, a ponto de dizer a Cosette onde
mora
VII — Um coração jovem em presença de um coração velho
LIVRO NONO — QUE DESTINO É O SEU?
I — Jean Valjean
II — Mário
III — O senhor Mabeuf
LIVRO DÉCIMO — O DIA 5 DE JUNHO DE 1832
I — A superfície da questão
II — O âmago da questão
III — Um enterro: ocasião de renascer
IV — As efervescências de outrora
V — Originalidade de Paris
LIVRO DÉCIMO PRIMEIRO — O ÁTOMO
CONFRATERNIZANDO COM O FURACÃO
I — Alguns esclarecimentos sobre a origem da poesia de
Gavroche. Influência de um académico sobre essa poesia
II — Gavroche em marcha
III — Justa indignação de um cabeleireiro
IV — A criança admirada do velho
V — O velho
VI — Recrutas
LIVRO DÉCIMO SEGUNDO — CORINTO
I — História de Corinto desde a sua fundação
II — Alegrias preliminares
III — Em que Grantaire principia a escurecer
IV — Tentativa de consolação à viúva Hucheloup
V — Preparativos
VII — O homem recrutado na rua dos Billetes
VIII — Muitos pontos de interrogação a respeito de um certo Le
Cabuc, que não se chamava talvez assim
LIVRO DÉCIMO TERCEIRO — MÁRIO ENTRA NA SOMBRA
I — Da rua Plumet ao bairro de S. Diniz
II — Paris de noite
III — Últimas extremidades
LIVRO DÉCIMO QUARTO — A GRANDEZA DO DESESPERO
I — A bandeira vermelha arriada
II — A bandeira vermelha novamente hasteada
III — De como Gavroche teria feito melhor aceitando a carabina
de Enjolras
IV — O barril de pólvora
V — Fim dos versos de Jean Prouvaire
VI — A agonia da morte após a agonia da vida
VII — Gavroche profundo calculista de distâncias
LIVRO DÉCIMO QUINTO — A RUA DO HOMEM AMADO
I — Indiscrição de um espelho
II — O gaiato inimigo das luzes
III — Enquanto Cosette e Toussaint dormiam
IV — Excesso de zelo de Gavroche
QUINTA PARTE — JEAN VALJEAN
LIVRO PRIMEIRO — A GUERRA ENTRE QUATRO PAREDES
I — O Charybdes do arrabalde de Santo António e o Scylla do
arrabalde do Templo
II — Que se há-de fazer no abismo senão conversar?
III — Luz e sombra
IV — Cinco de menos, um de mais
V — O horizonte que se avista do alto de uma barricada
VI — Mário desvairado, Javert, lacónico
VII — Agrava-se a situação
VIII — Os artilheiros fazem-se tomar a sério
IX — Emprego da habilidade de caçador furtivo e daquela
pontaria certeira que influi na sentença de 1796
X — Aurora
XI — Pontaria certeira que não mata ninguém
XII — A desordem partidária da ordem
XIII — Clarões efémeros
XIV — Onde se terá ocasião de saber o nome da amante de
Enjolras
XV — Gavroche fora da barricada
XVI — De como o irmão se torna pai
XVII — «Mortuus pater filium moritorum expectat»
XVIII — O abutre convertido em presa
XIX — Vingança de Jean Valjean
XX — Os mortos têm razão e os vivos também
XXI — Os heróis
XXII — Palmo a palmo
XXIII — Orestes em jejum e Pílades embriagado
XXIV — Prisioneiro
LIVRO SEGUNDO — O INTESTINO DE LEVIATHAN
I — A terra empobrecida pelo mar
II — História antiga dos canos
III — Bruneseau
IV — Pormenores ignorados
V — Progresso actual
VI — Progresso futuro
LIVRO TERCEIRO — A LAMA, MAS TAMBÉM A ALMA
I — A cloaca e as suas maravilhas
II — Explicação
III — O homem perseguido
IV — Também ele carrega com a sua cruz
V — Existe na areia como na mulher certa finura pérfida
VI — O sorvedouro
VII — Às vezes naufraga-se onde se julga desembarcar
VIII — A aba do casaco rasgada
IX — Onde Mário passa por morto aos olhos de quem não é
fácil de enganar
X — Regresso do filho pródigo
XI — Abalo no absoluto
XII — O avô
LIVRO QUARTO — JAVERT DESVAIRADO
I — Reflexões de Javert
LIVRO QUINTO — O AVÔ E O NETO
I — Onde se torna a ver a árvore da chapa de zinco
II — Onde Mário após a guerra civil, se prepara para a guerra
doméstica
III — Mário ataca
IV — Onde Mademoiselle Gillenormand achou que os
embrulhos de Fauchelevent nada tinham de inconvenientes
V — Como uma floresta pode ser mais segura depositária de
dinheiro do que um tabelião
VI — Como os dois velhos, cada um a seu modo, empregam
toda a sua diligência em tornar Cosette feliz
VII — Efeitos de sonho no meio da ventura
VIII — Dois homens impossíveis de descobrir
LIVRO SEXTO — A NOITE FOI PASSADA EM CLARO
I — O dia 16 de Fevereiro de 1833
II — Jean Valjean continua de braço ao peito
III — A inseparável
IV — Combate sem fim
LIVRO SÉTIMO — A DERRADEIRA GOTA DO CÁLICE
I — O sétimo círculo e o oitavo céu
II — Escuridão que pode encerrar uma revelação
LIVRO OITAVO — O DECRESCIMENTO CREPUSCULAR
I — A sala de baixo
II — Retirada gradual
III — Recordações do jardim da rua Plumet
IV — A atracção e a extinção
LIVRO NONO — NOITE ESCURÍSSIMA, BRILHANTE
AURORA
I — Compaixão para os desgraçados, mas indulgência para os
felizes
II — Derradeiro bruxulear da lâmpada
III — Uma pena pesada para quem levantou o carro de
Fauchelevent
IV — Tinta que, em vez de escurecer, aclara
V — Noite, após a qual sucede o dia
VI — A erva esconde e a chuva apaga
NOTAS