Pontes de Miranda e o Direito Processual

Fredie Didier Jr. · Capítulo 1 de 354

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Pontes de Miranda e o Direito Processual

Organizadores

 

Fredie Didier Jr.

Livre-docente pela USP e Pós-doutor na Universidade de Lisboa.

Doutor pela PUC-SP. Mestre pela UFBA. Coordenador do curso de graduação da

Faculdade Baiana de Direito. Professor-adjunto da Faculdade de Direito da UFBA.

Membro da IAPL, do Instituto Iberoamericano de Direito Processual e do Instituto

Brasileiro de Direito Processual. Presidente da Associação Norte e Nordeste

de Professores de Processo. Advogado e consultor jurídico.

Pedro Henrique Pedrosa Nogueira

Doutor (UFBA) e Mestre (UFAL) em Direito. Professor-adjunto

da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Professor e coordenador

do curso de Direito na SEUNE. Professor convidado da Escolas Superiores de

Magistratura de Alagoas (ESMAL) e Pernambuco (ESMAPE). Membro do Instituto

Brasileiro de Direito Processual (IBDP). Membro fundador da Associação

do Norte-Nordeste de Professores de Processo (ANNEP). Advogado.

Roberto P. Campos Gouveia Filho

Bacharel e Mestre em Direito Processual pela Universidade Católica

de Pernambuco (UNICAP). Professor de Direito Processual Civil da mesma

Instituição de Ensino Superior. Membro da Associação Norte e Nordeste

dos Professores de Processo (ANNEP). Advogado.

 

Pontes de Miranda

e o Direito Processual

 

2013

Rua Mato Grosso, 175 – Pituba, CEP: 41830-151 – Salvador – Bahia Tel: (71) 3363-8617 / Fax: (71) 3363-5050 • E-mail: fale@editorajuspodivm.com.br Copyright: Edições JusPODIVM

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Capa: Rene Bueno e Daniela Jardim (www.buenojardim.com.br) Diagramação: Araori Coelho (araoricoelho@gmail.com)

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Sumário

 

 

Parte I

Escritos Diversos sobre a Vida,

Obra e Pensamento de Pontes de Miranda

 

1. Prolegômenos ao Pensamento Jurídico-Filosófico de

Pontes de Miranda ....................................................................................... 31

André Lucas Fernandes

Mateus Costa Pereira

Introdução ......................................................................................................... 31 1. Premissa científica: toda ciência é natural ......................................... 32

1.1. A contraposição ao paradigma racionalista e a

segmentação das ciências dentre naturais e do espírito .... 39

2. Fato jurídico, incidência e a concepção pontesiana de norma

jurídica................................................................................................................. 41 3. Sistema da Ciência Positiva do Direito .................................................. 43

Considerações finais...................................................................................... 47

Referências bibliográficas .......................................................................... 49

2. Pontes de Miranda: a Grandeza de uma Mente

Enciclopédica .................................................................................................. 53

Dierle Nunes

Carlos Eduardo Araújo

1. Considerações gerais..................................................................................... 53 2. O Homem ............................................................................................................ 56 3. A Obra .................................................................................................................. 59 4. As artes ............................................................................................................... 66 5. A Paixão Científica ......................................................................................... 68 6. Pontes de Miranda e Einstein .................................................................... 69 7. A sua relação com a Biologia ..................................................................... 70 8. A Filosofia ........................................................................................................... 70

5

9. A obra de Pontes de Miranda no Exterior ............................................ 70 10. As atividades jurídico-diplomáticas exercidas ................................. 71 11. No campo da Filosofia .................................................................................. 72 12. No domínio da Filosofia do Direito ......................................................... 72 13. No campo da Sociologia ............................................................................... 72 14. Na Literatura .................................................................................................... 72 15. Na seara do Direito Constitucional ......................................................... 72 16. No âmbito da Ciência Política .................................................................... 73 17. No setor do Direito Processual Penal .................................................... 73 18. No campo do Direito Processual Civil ................................................... 73 19. Genial e sem igual foi sua contribuição ao Direito Civil ................ 73 20. Contribuições para a prática jurídica .................................................... 74

3. A Obrigação Médica e a Necessidade de Superação de Di-

cotomias Ultrapassadas: Insegurança Jurídica Decorren-

te da Distinção entre Obrigação de Meios/esultado e a sua

Natureza Contratual/Extracontratual ............................................ 75

Vinicius de Negreiros Calado

1. Introdução ......................................................................................................... 75 2. A natureza jurídica da obrigação médica:

o responsabilidade pelo fato...................................................................... 76 3. Obrigações de meios e obrigações de resultado: uma

dicotomia juridicamente insegura .......................................................... 83

Considerações finais...................................................................................... 88

Referências ........................................................................................................ 89

PARTE II

Escritos sobre Direito Processual

 

1. Perspectivas Históricas da Ação Declaratória no Âmbito

das Teorias Ternária e Quinária: Análises acerca da

Executoriedade e da Prescrição .......................................................... 93

Alexandre Freire Pimentel

Bruna Maria Jacques Freire de Albuquerque

1. Considerações iniciais: escorço histórico sobre a ação

declaratória e o dualismo do sistema jurídico romano ................ 93 2. Taxonomia das classes de ações e a autonomia da ação

declaratória ...................................................................................................... 97 6

3. A quebra do paradigma dualista do processo e sua

repercussão na ação declaratória .......................................................... 101 4. Da eficácia executiva ..................................................................................... 106

4.1. Do reconhecimento jurisprudencial da eficácia

executiva da sentença declaratória ............................................. 111

5. O problema da prescrição ........................................................................... 112 6. A ação declaratória frente à prescrição tributária ......................... 114 7. Considerações finais...................................................................................... 115

Referências ........................................................................................................ 116

2. A Decisão da Inconstitucionalidade: um Diálogo entre

Pontes de Miranda e Marcelo Neves ................................................. 119

Antonio Carlos Ferreira de Souza Júnior

Introdução .................................................................................................................. 119 1. O ordenamento jurídico enquanto sistema ........................................ 120 2. Os planos do mundo jurídico ..................................................................... 125

2.1. Plano da pertinência (existência) .................................................. 125

2.2. Plano da validade .................................................................................. 129

2.3. Plano da eficácia .................................................................................... 134 3. A presunção da constitucionalidade das leis ..................................... 135 4. Decretação de inconstitucionalidade das leis ................................... 138

4.1. Tese da nulidade do ato normativo inconstitucional ........... 138

4.2. Tese da anulabilidade do ato normativo inconstitucional ..... 141

4.3. Apreciação crítica: elementos para uma Teoria da

invalidade da norma inconstitucional ........................................ 143

5. Eficácia constitutiva da decisão de inconstitucionalidade .......... 150 Conclusão .................................................................................................................... 151

3. Da Sentença ao Conteúdo Mandamental: Proposta de

Sistematização do Regime Jurídico-Processual para as

Ordens Judiciais ............................................................................................ 155

Antonio do Passo Cabral

1. Introdução: a classificação tradicional das sentenças no

Brasil e a inovação de Pontes de Miranda ........................................... 155 2. O conceito de sentença mandamental de Pontes de Miranda

e a classificação quinária das sentenças .............................................. 158 3. A pouca adesão ao conceito pontiano de sentença

mandamental e sua possível utilidade na legislação atual .......... 160

7

4. Classificação baseada no “conteúdo predominante” das

sentenças, seus erros e acertos, e sua relevância no processo

contemporâneo ................................................................................................ 162 5. Diferenças entre a sentença mandamental e a condenatória:

proposta de sistematização ....................................................................... 165

5.1. A ordem judicial e as tentativas de identificar-lhe as

particularidades.................................................................................... 166

5.2. Ordem e condenação: diferenças práticas ................................. 169

5.2.1. A ordem é prospectiva, a condenação

retrospectiva ........................................................................... 169

5.2.2. Meios executivos .................................................................... 171 5.2.3. Flexibilização na correlação entre pedido e

sentença. O dinamismo da tutela mandamental e a possibilidade de mutação do provimento no curso do processo .................................................................. 172

5.2.4. Sanção criminal como consequência para o

descumprimento .................................................................... 174

6. Conclusão ........................................................................................................... 175

Bibliografia ........................................................................................................ 175

 

4. Teoria da Prova: um Diálogo com Pontes de Miranda ........... 179

Beclaute Oliveira Silva

Introdução ......................................................................................................... 179 1. Prova como modelo demonstrativo ....................................................... 180 2. Concepção declaratória da prova ............................................................ 180

2.1. Prova como situação no mundo fenomênico ............................ 181

2.2. Prova como argumento ...................................................................... 184 3. Concepção constitutiva da prova ............................................................ 188 4. Prova em Pontes de Miranda ..................................................................... 192

4.1. Notas sintéticas sobre a perspectiva do mundo jurídico

em Pontes de Miranda ........................................................................ 192

4.2. Finalidade da prova ............................................................................. 193

4.3. Prova como argumento em Pontes de Miranda ...................... 194

4.4. Concepção pontiana no contexto da doutrina da prova ..... 195 5. Notas conclusivas ........................................................................................... 196

Referências ........................................................................................................ 197

 

5. Objeção e Exceção de não Executividade ....................................... 201

Bruno Garcia Redondo

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1. Introdução ......................................................................................................... 201 2. Histórico ............................................................................................................. 202 3. Nomenclatura e natureza jurídica .......................................................... 206 4. Previsão legal ................................................................................................... 209 5. Forma ................................................................................................................... 210 6. Legitimidade para apresentação ............................................................. 210

6.1. Dívida (Schuld) e responsabilidade (Haftung) ....................... 211

6.2. Legitimidade dos responsáveis primários ................................ 211

6.3. Legitimidade dos indicados no art. 568 do CPC

(responsáveis primários e secundários) .................................... 212

6.4. Legitimidade dos responsáveis secundários ........................... 212

6.5. Legitimidade do curador especial ................................................ 215

6.6. Ilegitimidade do exequente .............................................................. 216 7. Legitimidade “passiva” ................................................................................ 216 8. Competência ..................................................................................................... 216 9. Prazo para apresentação ............................................................................. 216 10. Efeitos .................................................................................................................. 219 11. Pressuposto de cabimento: prova pré-constituída

da alegação ........................................................................................................ 221 12. Matérias alegáveis .......................................................................................... 222

12.1. Cognição ampla ou limitada, variando conforme a

natureza do título executivo ........................................................... 222

12.2. ...................................................................................................................

Matérias cabíveis em objeção ou exceção .................................. 223

13. Preclusão da matéria defensiva (inclusive à relacionada ao

interesse público) ........................................................................................... 224 14. Procedimento ................................................................................................... 226 15. Natureza jurídica da decisão, recurso cabível e sucumbência ... 226 16. Compatibilidade do instituto com as execuções de títulos

judiciais e extrajudiciais .............................................................................. 227

Referências bibliográficas .......................................................................... 230

 

6. A Sentença e sua Execução o Mandado de Segurança ............ 235

Cristiano Simão Miller

1. Considerações introdutórias ..................................................................... 235 2. O problema das execuções contra a fazenda pública ..................... 237

2.1. A execução contra a Fazenda Pública no Projeto do

novo Código de Processo Civil ....................................................... 239

3. O julgamento do mandado de segurança e o processo sincréti-

co: crítica à autonomia da natureza mandamental da sentença .... 241

9

4. O cumprimento da ordem no mandado de segurança ................... 246

4.1. A execução forçada .............................................................................. 251

4.2. A possibilidade de utilização, no mandado de

segurança, das regras do art. 461, §4º e §5º, do Código de Processo Civil ................................................................................... 253

4.3. Os reflexos pecuniários da sentença concessiva da

segurança ................................................................................................. 256

5. A criminalização do ato de descumprir a ordem no mandado

de segurança ..................................................................................................... 261 6. A suspensão da segurança .......................................................................... 262 7. Conclusões ........................................................................................................ 264

Bibliografia ........................................................................................................ 266

 

7. A Causa de Pedir à Luz da Teoria do Fato Jurídico ................... 269

Daniela Bomfim

1. Introdução ......................................................................................................... 269 2. O fenômeno jurídico à luz da teoria do fato jurídico....................... 270 3. As diversas vestes do fenômeno jurídico substancial no

processo .............................................................................................................. 274 4. O fenômeno jurídico substancial afirmado como

conteúdo da causa de pedir ........................................................................ 276 5. A causa de pedir como afirmação do fato jurídico e da

situação jurídica (em sentido lato) ......................................................... 278

5.1. Generalidades ......................................................................................... 278

5.2. A afirmação do fato jurídico ............................................................ 279

5.3. A afirmação da situação jurídica ................................................... 288 6. O ônus da alegação dos elementos da causa de pedir .................... 294

Conclusões ......................................................................................................... 298

Referências ........................................................................................................ 299

8. O Plano de Existência do Processo: um Estudo dos

Pressupostos Processuais à Luz da Teoria do Fato

Jurídico ............................................................................................................... 303

Danilo Heber Gomes

Introdução ......................................................................................................... 303 1. Pressupostos processuais: considerações iniciais ......................... 304 2. Pressupostos processuais e requisitos de validade ........................ 306 3. Extinção do processo por falta de pressupostos processuais:

uma contradição lógica ................................................................................ 308 10

4. A classificação dos pressupostos e requisitos processuais ......... 309 4. Os pressupostos processuais em espécie ............................................ 312

4.1. Órgão investido de jurisdição ......................................................... 313

4.2. Ato de demandar ................................................................................... 315 6. Considerações finais...................................................................................... 318

Referências bibliográficas .......................................................................... 319

 

9. A Antecipação de Tutela à Luz da Teoria Quinária da Ação 321

Eduardo José Da Fonseca Costa

1. Introdução ......................................................................................................... 321 2. A teoria quinaria da ação ............................................................................ 323 3. As teorias sobre a eficácia da decisão antecipatória ...................... 331 4. O objeto da antecipação nas ações declarativas ............................... 337 5. O objeto de antecipação nas ações constitutivas ............................. 342 6. O objeto da antecipação nas ações condenatórias ........................... 345 7. A composição contenutística das decisões antecipatórias .......... 349 8. Conclusão ........................................................................................................... 353

10. Prescrição: um Panorama sobre Posições acerca de sua

Pronúncia de Ofício no Processo do Trabalho ........................... 355

Elaine Ribeiro Bueno de Mendonça

1. Introdução ......................................................................................................... 355 2. Prescrição: breves comentários sobre sua conceituação e

transformações legislativas operadas sobre o instituto .............. 356 3. Inaplicabilidade do art. 219, §5º, do CPC no processo do

trabalho: corrente defensora .................................................................... 358 4. Aplicabilidade do art. 219, §5º, do CPC no processo do

trabalho: corrente defensora .................................................................... 362 5. Aplicabilidade do art. 219, §5º, do CPC no processo do

trabalho: corrente pela necessidade de oitiva das partes,

antes da pronúncia de ofício ...................................................................... 366 6. Conclusão ........................................................................................................... 368

Bibliografia ........................................................................................................ 368

11. Pontes de Miranda e a Possibilidade de Utilização das

Máximas de Experiência Para Dispensa de Provas no

Processo Civil ................................................................................................. 371

Flávia Moreira Guimarães Pessoa

11

1. Introdução ......................................................................................................... 371 2. Máximas de experiência – conceituação preliminar ...................... 372 3. Funções Tradicionais das Máximas de Experiência no

Direito Processual Civil ............................................................................... 374 4. Da possibilidade de utilização das máximas de experiência

para dispensa de provas no Processo Civil ......................................... 376 5. Considerações finais...................................................................................... 379

Referências bibliográficas .......................................................................... 380

12. Eficácia e Efeitos da Sentença: Visão Prática no Sistema

Quinário de Pontes de Miranda ........................................................... 381

Francisco Barros Dias

1. Introdução ......................................................................................................... 381 2. Questão terminológica: identidade ou distinção entre

eficácia e efeito ................................................................................................ 383 3. O significado das expressões eficácia e efeito entre alguns

doutrinadores na teoria geral do direito e no campo

processual .......................................................................................................... 384 4. Classificação e caracterização dos efeitos da sentença ................. 388 5. O que representa os efeitos da sentença no campo prático e

a importância que adquire no processo nos dias de hoje ............. 392 6. Conclusões ......................................................................................................... 394 7. Bibliografia ........................................................................................................ 395

13. Notas Para uma Teoria da Interpretação dos Atos

Postulatórios .................................................................................................. 397

Fredie Didier Jr.

 

14. Relação Jurídica e o Plano Material: Breves Estudos com

Base em Pontes de Miranda ................................................................... 405

Gabriela Expósito Miranda de Araújo

Introdução ......................................................................................................... 405 1. Relação jurídica na fenomenologia da juridicização ....................... 406

1.1. Regra jurídica, incidência e fato jurídico ................................... 406

1.2. Espécies de fatos jurídicos ............................................................... 410

1.3. Categorias eficaciais ............................................................................ 411 2. A relação jurídica no plano material ...................................................... 412 12

2.1. O plano material .................................................................................... 412 3. Considerações finais...................................................................................... 414

Referências bibliográficas .......................................................................... 414

15. Brasil: um País de “Common Law”? As Tradições

Jurídicas de “Common Law” e “Civil Law” e a Experiência

da Constituição Brasileira como Constitucionalismo

Híbrido ............................................................................................................... 417

Hermes Zaneti Jr.

1. A formação do ordenamento judicial brasileiro na perspecti-

va constitucional e a recepção do direito norte-americano ........ 418

1.1. A recepção constitucional da “judicial review” (o

controle de poder no modelo brasileiro de jurisdição constitucional) ....................................................................................... 419

1.2. O surgimento do controle do poder do estado: limites e

vínculos aos poderes absolutos ...................................................... 421

1.3. Tradições jurídicas em confronto no “paradoxo metodo-

lógico” brasileiro: “common law” (processo constitucio-nal) e “civil law” (processo infraconstitucional) ................... 424

1.4. A teoria da recepção jurídica com particular atenção à

recepção constitucional ..................................................................... 430

2. A Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1891 e as

doutrinas nacionais do “judicial review” até o advento da

Constituição Federal de 1988 ................................................................... 437

2.1. A passagem do Brasil Império (poder moderador –

Constituição Imperial de 1824) para o Brasil República (“judicial review” – Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1891) ....................................................................................... 437

2.2. O “judicial review” na Constituição de 1934: o advento

do mandado de segurança, da ação popular, da ação interventiva e do “full bench” ......................................................... 445

2.3. O “judicial review” na Constituição de 1937 (Carta

Outorgada) ............................................................................................... 447

2.4. A Constituição de 1946 e a positivação do “judicial re-

view” (“A lei não poderá excluir da apreciação do Poder Judiciário qualquer lesão de direito individual”) ................... 449

2.5. O “judicial review” nas cartas constitucionais do golpe

militar (1967 e 1969) .......................................................................... 452

13

2.6. A Constituição Federal de 1988 e o Estado Democrático

de Constitucional: ampliação do “judicial review” (“a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ‘ameaça’ a direito”) .............................................................................. 454

Conclusão ........................................................................................................... 460

 

16. Prescrição: Ação, Exceção e Pretensão ........................................... 461

Humberto Theodoro Júnior

1. Introdução ......................................................................................................... 461 2. Ação e pretensão ............................................................................................. 462 3. A prescrição e a pretensão ........................................................................ 465 4. Ação e pretensão ............................................................................................. 467 5. Ação e exceção ................................................................................................. 468 6. Exceção e prescrição ..................................................................................... 469 7. Um significativo exemplo do direito comparado ............................. 472 8. Conexão entre o direito material e o direito processual .............. 472 9. Objeção e exceção em matéria de prescrição e decadência ......... 474 10. Pretensão e ação, segundo Pontes de Miranda ................................. 477 11. Algumas conclusões ...................................................................................... 479

17. Análise Pragmática em Torno da Moderna Classificação

das Ações ........................................................................................................... 481

Jadison Juarez Cavalcante Dias

1. Prolegômenos ................................................................................................... 481 2. Da Ação ................................................................................................................ 484

2.1. Teoria Civilista da Ação ..................................................................... 484

2.2. Polêmica Windscheid versus Müther .......................................... 485

2.3. Teoria do Direito Concreto da Ação ............................................. 485

2.4. Teoria do Direito Abstrato da Ação ............................................. 486

2.5. Teoria Eclética da Ação ...................................................................... 486 3. A ação e o plano processual ...................................................................... 486

3.1. Direito subjetivo processual ........................................................... 487

3.2. Pretensão à tutela jurídica estatal ................................................ 487

3.3. “Ação” processual ................................................................................. 488 4. A ação e o plano material ........................................................................... 488

4.1. Direito subjetivo material................................................................. 488

4.2. Pretensão material .............................................................................. 489

4.3. Ação material ......................................................................................... 489

4.4. Classificação das ações materiais ................................................. 490 14

5. A classificação das ações e a carga de eficácia das sentenças .... 491 6. Classificação Trinária ................................................................................... 492

6.1. Ação Declaratória ................................................................................. 493

6.2. Ação Constitutiva ................................................................................. 493

6.3. Ação Condenatória ............................................................................... 494 7. Classificação Quinária .................................................................................. 495 7.1. Ação Mandamental ........................................................................................ 496

7.2. Ação Executiva “Lato Sensu” ........................................................... 496 8. Classificação Quaternária da Ação ......................................................... 497 9. Do aporte pragmático ................................................................................... 497

Considerações derradeiras ......................................................................... 503

Referências ........................................................................................................ 504

18. Uma Análise das Relações Jurídicas Continuadas à Luz

da Teoria do Fato Jurídico ....................................................................... 507

Jaldemiro Rodrigues de Ataíde Jr.

1. Considerações iniciais .................................................................................. 507 2. Breve noção sobre a teoria do fato jurídico ........................................ 508 3. O fenômeno jurídico da incidência nas relações jurídicas

instantâneas, permanentes e sucessivas ............................................. 514 4. As relações jurídicas permanentes e sucessivas e os limites

temporais da coisa julgada ......................................................................... 520 5. Conclusões ......................................................................................................... 526

Referências ........................................................................................................ 527

19. A Resolução Parcial do Mérito no Saneamento do

Processo e a Natureza Jurídica do Pronunciamento

Judicial: da Doutrina de Pontes de Miranda ao Projeto

do Novo Código de Processo Civil ....................................................... 531

José Carlos Van Cleef de Almeida Santos

1. Notas introdutórias de delimitação geralt .......................................... 531 2. Breve investigação quanto ao mérito no direito processual

civil brasileiro .................................................................................................. 533 3. O princípio da unidade e unicidade da sentença .............................. 543 4. O saneamento do processo como uma estruturação inicial que

valorizou a concepção do julgamento fracionado do mérito no

direito processual civil brasileiro: da evolução do Código de

Processo Civil de 1939 ao Projeto do Novo Código de Processo

Civil, passando pela doutrina de Pontes de Miranda ....................... 546

15

5. A natureza jurídica do pronunciamento judicial que em sede de

saneamento do processo resolve parte do mérito da causa............ 559

Referências bibliográficas .......................................................................... 569

20. Rescisória, Decisão Interlocutória e Coisa Julgada

Progressiva: uma Segunda Visão sobre o Projeto do

Novo CPC ............................................................................................................ 575

José Henrique Mouta Araújo

1. Introdução ......................................................................................................... 575 2. Os momentos de resolução do mérito e a impugnação

recursal total ou parcial: divergência interpretativa .................... 577 3. Resolução parcial de mérito no ncpc e seus reflexos:

necessidade de revisão conceitual .......................................................... 585

21. Abreviadas Ponderações sobre Jurisdição: Aproximação

ao Conceito de Pontes de Miranda ..................................................... 589

José Maria Rosa Tesheiner

Carlos Alberto Molinaro

Mariângela Guerreiro Milhoranza

Introdução ......................................................................................................... 589 1. Jurisdição ............................................................................................................ 592

1.1. Sobre o argumento da ideia de Jurisdição ................................. 593

1.1.1. Atividade de substituição .................................................. 593 1.1.2. Coisa julgada ............................................................................ 595 1.1.3. Lide ............................................................................................... 597 1.1.4. Imparcialidade ........................................................................ 600

1.2. O conceito de jurisdição: pretexto e contexto ......................... 602 2. Concisos apontamentos sobre Jurisdição em Pontes de

Miranda .............................................................................................................. 604

Considerações finais...................................................................................... 606

 

22. Incidência da Norma e Renúncia da Prescrição ....................... 611

José Roberto Fernandes Teixeira

Adriana De Mendonça Costa

1. Introdução ......................................................................................................... 611 2. Sobre a incidência da norma ...................................................................... 611 3. Especificamente a incidência das regras de prescrição ................ 615 16

4. O momento da renúncia da prescrição ................................................. 616

Bibliografia ........................................................................................................ 619

23. Por um Novo Mandado de Segurança: Retorno à Origem? ...... 621

Leonardo Greco

 

24. A Contumácia das Partes como Ato-Fato Processual ............. 631

Leonardo Carneiro da Cunha

1. Introdução ......................................................................................................... 631 2. Natureza jurídica da contumácia ............................................................ 634 3. A teoria do fato jurídico de Pontes de Miranda................................. 635 4. Ato-fato jurídico .............................................................................................. 636 5. Ato-fato processual ........................................................................................ 637 6. A contumácia das partes como ato-fato processual ....................... 638 7. A contumácia das partes como ato-fato processual:

consequências ou implicações .................................................................. 638 8. Conclusões ......................................................................................................... 642

Bibliografia ........................................................................................................ 643

25. Critérios de Classificação das Ações E Sentenças ..................... 645

Leonardo Santana de Abreu

Introdução ......................................................................................................... 645 1. Classificação binária, ternária e quinária ........................................... 646 2. Critérios de classificação das eficácias ................................................. 649

2.1. Classificação segundo o conteúdo e/ou segundo os

efeitos das ações ou sentenças?...................................................... 651

2.2. O critério de classificação das eficácias é processual

e/ou material? ....................................................................................... 661

3. A coerência do critério de classificação da teoria quinária da

ação de Pontes de Miranda ......................................................................... 673

Conclusão ........................................................................................................... 678

Referências ........................................................................................................ 679

26. A Denunciação da Lide como Remédio Jurídico

Processual: uma Contribuição à Luz da Doutrina de

Pontes de Miranda ....................................................................................... 683

Lucas Buril de Macêdo

Ravi Peixoto

1. Introdução ......................................................................................................... 683

17

2. Uma breve elucidação: ação material e remédio jurídico

processual, conceitos e distinções .......................................................... 684 3. O panorama doutrinário da denunciação da lide ............................. 688 4. A denunciação da lide como remédio jurídico processual e a

conservação da ação material ................................................................... 693 5. Conclusão ........................................................................................................... 695

Referências ........................................................................................................ 696

27. A Ação de Liquidação de Título Executivo Extrajudicial,

a Partir da Doutrina de Pontes de Miranda ................................. 699

Luciano Vianna Araújo

Considerações iniciais .................................................................................. 699 1. Introdução ......................................................................................................... 700

2. A tese .................................................................................................................... 701

3. A questão ............................................................................................................ 702

4. Título executivo ............................................................................................... 703

5. Elementos da obrigação ............................................................................... 705 6. Liquidação .......................................................................................................... 706

7. A cognição e os procedimentos jurisdicionais diferenciados ..... 708 8. “A ação de liquidação de título executivo extrajudicial” ............... 710

Conclusão ........................................................................................................... 713

 

28. Litigância de Má-Fé: Abuso de Direito ou Ilicitude? ................ 715

Lúcio Grassi De Gouveia

1. Introdução ......................................................................................................... 715 2. O abuso do direito de demandar e de se defender no código

de processo civil de 1939 e os ensinamentos de Pontes de

Miranda ............................................................................................................... 716 3. A litigância de má-fé no Código de Processo Civil atual ............... 717 4. O conceito de abuso de direito na doutrina ........................................ 719 5. A caracterização da litigância de má-fé como abuso de

direito por parte da doutrina .................................................................... 722 6. A litigância de má-fé como ilicitude ....................................................... 727 7. Conclusão ........................................................................................................... 733

Referências ........................................................................................................ 733

 

29. Omissão Judicial na Fixação de Honorários Advocatícios ... 735

Luiz Henrique Volpe Camargo

1. Breve introdução ............................................................................................ 735 18

2. A posição de Pontes de Miranda .............................................................. 737 3. Os julgados do Supremo Tribunal Federal na mesma linha

defendida por Pontes de Miranda ........................................................... 737 4. A posição do Superior Tribunal de Justiça na mesma linha de-

fendida por Pontes de Miranda adotada no recurso especial

n.º 886178/RS, cujo acórdão está submetido ao regime do

art. 543-C do CPC e da Resolução do STJ n.º 08/2008 ................... 738 5. A posição do Superior Tribunal de Justiça na mesma linha

defendida por Pontes de Miranda consolidada no enunciado

n.º 453 da súmula de sua jurisprudência dominante ..................... 739 6. A análise crítica da posição de Pontes de Miranda e das

soluções apresentadas para o problema .............................................. 741

6.1. Da exigência do ajuizamento de ação rescisória .................... 742

6.2. Da admissão de promoção de liquidação de sentença

para o arbitramento dos honorários ........................................... 751

6.3. Da admissão de correção da omissão a qualquer tempo,

no pressuposto de que se trata inexatidão material ............ 752

6.4. Do cabimento de ação própria para a fixação da verba

honorária .................................................................................................. 753

7. A perspectiva de “overruling” do entendimento

consolidado no STJ ......................................................................................... 754 8. A proposta de “lege ferenda” ..................................................................... 755 9. Conclusão ........................................................................................................... 756

30. Uma Breve Análise Crítica sobre a Teoria Quinária das

Ações .................................................................................................................... 757

Luiz Eduardo Ribeiro Mourão

1. Uma breve explicação da teoria quinária das ações exposta

por Pontes de Miranda ................................................................................. 757 2. O problema da ação condenatória ........................................................... 763 3. O problema da ação (ou provimentos) mandamental .................... 771 4. O problema da ações (ou provimentos) executivos ......................... 780 5. Conclusão ........................................................................................................... 781

31. Conversando com Pontes de Miranda sobre a Aplicação dos

Arts. 475-N, III; 485, IV, V e 495 do CPC na Ação Rescisória

Trabalhista – Existência de Coisa Julgada a Ser Respeitada

em Acordo Judicial Quitador de Extinto Contrato Laboral ...... 783

Marcelo Miranda Caetano

Bibliografia ........................................................................................................ 798

19

32. Pragmatismo Jurídico como Instrumento de Observação

da Concepção Ponteana de Norma Jurídica no Contexto

das Cláusulas Gerais Processuais ...................................................... 801

Márcio Oliveira Rocha

1. Apresentação e delimitação do estudo ................................................. 801 2. O método pragmático na observação do problema versado ....... 802 3. Observação pragmática da concepção ponteana de norma

jurídica no contexto das cláusulas gerais processuais .................. 810 4. Cláusulas gerais processuais e a ausência de métodos

pragmáticos de aplicação ............................................................................ 817 5. Considerações finais...................................................................................... 821

Referências ........................................................................................................ 822

33. Condições da Ação: Questões de Mérito ou Não Mérito?....... 825

Marcos Bernardes De Mello

1. Delimitação temática .................................................................................... 825 2. Noções fundamentais .................................................................................. 827

2.1. Considerações preliminares ............................................................ 827

2.2. Breve descrição do fenômeno jurídico ........................................ 828

2.3. Os planos do mundo jurídico ........................................................... 831

2.4. Breves noções sobre eficácia Jurídica ......................................... 832

2.4.1. Preliminares ............................................................................ 832 2.4.2. A relação jurídica de direito material e seu

conteúdo .................................................................................... 834

2.5. Conclusões preliminares ................................................................... 839 3. A segunda acepção em que é empregada a palavra ação (direito

à tutela jurisdicional ou, impropriamente, “direito de ação”) ......... 839

3.1. Conceito de pretensão à tutela jurídica ...................................... 840

3.2. O caráter de direito fundamental da pretensão à tutela

jurídica (“direito de ação”) ............................................................... 846

3.3. Os pressupostos de exercício da pretensão à tutela

jurídica ...................................................................................................... 849

3.4. Conclusões preliminares sobre a pretensão à tutela

jurídica ...................................................................................................... 851

4. A terceira acepção em que é empregada a palavra ação ............... 852

5. Crítica ao art. 267, inciso VI do CPC ........................................................ 853

5.1. A impropriedade da expressão “condições da ação” ............ 853

5.2. Impropriedade quanto ao conteúdo do art. 267, VI,

do CPC ........................................................................................................ 854 5.2.1. Observação preliminar ....................................................... 854

20

5.2.2. Conceito de mérito da causa ............................................. 855 5.2.3. Da possibilidade jurídica .................................................... 856 5.2.4. Da “legitimatio ad causam” ............................................... 857

6. Conclusão ........................................................................................................... 860

Bibliografia ........................................................................................................ 860

34. Problematização do Divórcio Judicial na Teoria do Fato

Jurídico de Pontes de Miranda ............................................................. 865

Marsel Botelho

Introdução ......................................................................................................... 865 1. Singularidades dos planos fenomênicos do fato jurídico ............. 866

Conclusão ........................................................................................................... 876

Referências ........................................................................................................ 883

35. Remédio Heroico ou Antídodo Ineficaz? Recurso

Ordinário Constitucional, “Habeas Corpus” e a

Jurisprudência dos Tribunais Superiores ..................................... 885

Nestor Eduardo Araruna Santiago

Alex Xavier Santiago da Silva

Referências ....................................................................................................... 897

36. A “Disregard Doctrine” e o Projeto do Novo Código de

Processo Civil: Análise Jurídica ........................................................... 899

Paulo Machado Cordeiro

Introdução ......................................................................................................... 899 1. A desconsideração da personalidade jurídica ................................... 901 2. O devido processo legal sob a ótica procedimental ........................ 903 3. A “disregard doctrine” e o Projeto do Novo Código de

Processo Civil ................................................................................................... 906 5. Natureza jurídica da decisão que determina a

desconsideração da personalidade jurídica: contribuição da

doutrina das ações de Pontes de Miranda ........................................... 910 6. Recurso cabível ................................................................................................ 911 7. Conclusões ......................................................................................................... 912

Referências ........................................................................................................ 913

 

37. Sentenças Condicionais ............................................................................ 915

Pedro Henrique Pedrosa Nogueira

21

1. Introdução ......................................................................................................... 915 2. Os negócios jurídicos processuais .......................................................... 915 3. A decisão judicial como negócio processual ....................................... 919 4. O dogma das sentenças incondicionais no direito brasileiro ..... 923 5. Sentenças sujeitas à condição e termo .................................................. 925 6. Conclusão ........................................................................................................... 929

38. Os Efeitos Devolutivo e Translativo nos Recursos

Excepcionais ................................................................................................... 931

Pedro Miranda de Oliveira

1. Introdução ......................................................................................................... 931 2. Recursos ordinários e recursos excepcionais ................................... 932 3. Efeito devolutivo ............................................................................................. 936

3.1. Efeito “meramente” devolutivo ...................................................... 938

3.2. “Ampla devolutividade” (rejulgamento da causa) .................. 939 4. Efeito translativo ............................................................................................ 942 5. Conclusão ........................................................................................................... 948

Bibliografia ........................................................................................................ 949

39. O Exercício da Exceção de Contrato Não Cumprido e a

Prescrição ........................................................................................................ 951

Rafael Alexandria de Oliveira

1. A exceção de contrato não cumprido ..................................................... 951 2. Exercício da exceção de contrato não cumprido e prescrição ..... 956 3. Conclusão ........................................................................................................... 962

40. A Ação Publiciana: entre a Origem Romana e o Direito

Atual ................................................................................................................... 963

Roberto P. Campos Gouveia Filho

Maria Eduarda Vilar

Pedro Spíndola Bezerra Alves

1. Introdução ......................................................................................................... 963 2. Breves Considerações sobre as Origens Romanas da Ação

Publiciana ........................................................................................................... 964

2.1. Considerações Iniciais ........................................................................ 964

2.2. Posse e Propriedade no Direito Romano ................................... 965

2.2.1. Propriedade Quiritária ....................................................... 968

22

2.2.2. Propriedade Bonitária ........................................................ 969 2.2.3. A Exceção de Usucapião ...................................................... 970 2.2.4. A “Actio Publiciana” .............................................................. 972

3. A Ação Publiciana no Direito Atual ......................................................... 974

3.1. Considerações Iniciais ........................................................................ 974

3.2. A Natureza Jurídica e a Eficácia da Usucapião ....................... 974

3.3. A Ação Publiciana ................................................................................. 976

3.3.1. O Poder de Reivindicar como Inerente à

Propriedade ............................................................................. 976

3.3.2. A Irrelevância do Título de Aquisição da Proprie-

dade para a Existência dos Poderes – Pretensão e Ação – de Reivindicação ..................................................... 977

3.3.3. Aspectos Gerais da Ação Publiciana: Causa de

Pedir, Legitimados, Eficácia e Prescrição .................. 979

4. Conclusão ........................................................................................................... 982

Referências Bibliográficas .......................................................................... 982

41. Por uma Noção de Execução Forçada: Pequenas

Provocações aos Defensores da Executividade da

“Execução” Indireta .................................................................................... 985

Roberto P. Campos Gouveia Filho

Raquel Silva Araújo

1. Considerações prévias .................................................................................. 985 2. A realização dos direitos: premissas necessárias ............................ 986

2.1. Considerações iniciais ....................................................................... 986

2.2. Primeiras premissas necessárias: o direito como situa-

ção jurídica relacionada a um fim social e sua realização como momento jurídico de consumação de tal fim .............. 987

2.3. Segunda premissa necessária: distinção entre direitos

prestacionais e direitos potestativos .......................................... 988

2.4. Última premissa necessária: a execução forçada

“lato sensu” como espécie de realização de direitos prestacionais .......................................................................................... 990

3. Posição adotada: execução indireta como falsa execução ........... 992 4. Proposta de sistematização ...................................................................... 995

 

42. Sobre a Ação Vindicatória o Direito Brasileiro .......................... 997

Roberto Paulino de Albuquerque Júnior

23

Introdução ......................................................................................................... 997 1. Ação vindicatória de direitos reais limitados .................................... 998 2. Ação vindicatória da posse ....................................................................... 1002 3. Ação vindicatória de título ao portador ............................................... 1005 4. Ação vindicatória de estado de filho e de direito de

personalidade à origem genética ............................................................. 1006

Considerações finais...................................................................................... 1007

Referências ........................................................................................................ 1008

43. Anotações sobre a Noção de Ônus da Prova em Pontes

de Miranda ....................................................................................................... 1011

Robson Renault Godinho

 

44. Omissão Relacional e Ontológica segundo Pontes de

Miranda (Análise dos Fenômenos e o seu Saneamento

através de Embargos de Declaração) ............................................... 1023

Rodrigo Mazzei

1. Introdução: omissão como hipótese de cabimento de

embargos de declaração .............................................................................. 1023 2. Omissão ............................................................................................................... 1024

2.1. Omissão ontológica .............................................................................. 1026

2.2. Omissão relacional ............................................................................... 1028

2.3. Omissão direta e omissão indireta – subtipos de

omissão ontológica .............................................................................. 1034

2.4. Erro material – espécie de omissão indireta ........................... 1035 3. Breve fechamento ........................................................................................... 1037

 

45. Processo Cautelar: Horas de Ocaso? ................................................. 1039

Rodrigo Numeriano Dubourcq Dantas

Roberto Wanderley Nogueira

Introdução ......................................................................................................... 1039 1. Procedimentos cautelares como garantia da justiça:

considerações sobre o tempo no direito .............................................. 1046 2. Critérios para definir os procedimentos cautelares ....................... 1047

2.1. Provisoriedade, função preventiva e urgência ....................... 1048

2.2. Instrumentalidade e função conservadora .............................. 1050 3. Proposta de classificação para os procedimentos cautelares ...... 1050 4. O especial caso do poder geral de cautela do juiz ............................ 1052 24

5. Características dos procedimentos cautelares ................................. 1053

5.1. As duas faces do “periculum in mora” ......................................... 1053

5.2. A instrumentalidade hipotética dos procedimentos

cautelares como previsão dos efeitos do

procedimento principal ..................................................................... 1054

5.3. A cognição em sede de cautelar ..................................................... 1054

5.4. O particular caso da coisa julgada em sede de

procedimento cautelar: variabilidade e extinção por prazo ........................................................................................................... 1056

5.5. A execução cautelar ............................................................................. 1057 6. Constatações finais sobre a sistemática dos procedimentos

cautelares ........................................................................................................... 1058 7. Os procedimenos cautelares e os novos contornos do

processo civil .................................................................................................... 1060

7.1. Os procedimentos cautelares à luz do racionalismo:

crítica à teoria clássica ....................................................................... 1061

7.2. A evolução do escopo cautelar do processo e os

entraves do paradigma racionalista ............................................ 1062

7.3. Provisoriedade, temporariedade, referibilidade e

instrumentalidade das tutelas cauteleares: sinônimos de enfraquecimento? ........................................................................... 1063

7.4. Uso alternativo dos procedimentos ordinários, poder

geral de cautela e o advento da antecipação de tutela: esvaziamento do processo cautelar? ........................................... 1067

8. Vida longa aos procedimentos cautelares: conclusões .................. 1069

Referências ........................................................................................................ 1072

46. No Anteprojeto do Novo Código de Processo Civil e a

Análise Econômicado Direito ............................................................... 1075

Rodrigo Saraiva Marinho

1. Introdução ......................................................................................................... 1075 2. Da Dissolução Parcial da Sociedade Empresária ............................ 1076 3. Da Previsão Do Instituto No Ordenamento Jurídico

Brasileiro ............................................................................................................ 1082 4. A disciplina no anteprojeto do Novo CPC ............................................ 1084 5. Da Analise Econômica da Dissolução Parcial de Sociedade ........ 1086 5. Considerações finais...................................................................................... 1088

Referências ........................................................................................................ 1089

25

47. A Prescrição no Direito Brasileiro: Direito Material e

Direito Processual ....................................................................................... 1091

Rodrigo Xavier Leonardo

1. Introdução ......................................................................................................... 1091

2. A prescrição: lineamentos gerais ............................................................ 1092 3. A prescrição no Direito Civil Brasileiro ................................................ 1096 4. Análise crítica da disciplina da prescrição no Código Civil

Brasileiro de 2002 .......................................................................................... 1100 5. Considerações finais...................................................................................... 1111

Referências bibliográficas .......................................................................... 1111

48. Reflexos Executivos da “Inexistência” e da “Invalidade”

da Sentença Civil Condenatória ........................................................... 1115

Sérgio Cabral Dos Reis

Introdução ......................................................................................................... 1115 1. “Pressupostos processuais”: dos elementos que

condicionam a “existência jurídica” do processo ............................. 1116 2. “Pressupostos processuais e os requisitos de validade” do

processo: uma distinção metodológica necessária ......................... 1120 3. Da distinção entre “nulidade” e “ineficácia” dos atos proces-

suais: a “nulidade” enquanto sanção pela presença de um

vício prejudicial ............................................................................................... 1125 4. Da classificação dos vícios processuais ................................................ 1131 5. Consequências decorrentes da ausência dos “pressupostos”

e dos “requisitos” processuais: da variação quanto ao

exercício do direito de defesa.................................................................... 1135 6. A sentença condenatória como título executivo e a sua

estrutura: elementos de existência ou requisitos

de validade? ....................................................................................................... 1139 7. Das questões envolvendo o princípio da congruência entre a

postulação e a sentença ............................................................................... 1147

Conclusões ......................................................................................................... 1155

Bibliografia ........................................................................................................ 1156

 

49. Do Fático ao Jurídico: a Possibilidade Jurídica do Pedido

de Adoção por Casais Homo-Afetivos ............................................... 1161

Suenya Talita de Almeida

26

1. O mundo dos fatos: fato social e fato jurídico .................................... 1161 2. A entrada dos fatos no mundo jurídico: revisitando a lógica

da causalidade .................................................................................................. 1163 3. A Juridicização da adoção por casal Homo-afetivo pela

possibilidade jurídica do pedido .............................................................. 1169

Referências ........................................................................................................ 1172

 

50. Ponderações sobre a Tutela da Posse a Partir do

Pensamento de Pontes de Miranda ................................................... 1175

Venceslau Tavares Costa Filho

1. A posse: estado de fato correspondente a um poder ...................... 1175 2. Detenção e desdobramento da posse .................................................... 1178 3. Posse de boa-fé ................................................................................................. 1180 4. Posse justa e Justo título. A questão da aplicação subsidiária

do art. 924 do Código de Processo Civil para uma interpreta-

ção razoável quanto ao momento da ciência do esbulho pos-

sessório ............................................................................................................... 1185

Referências ........................................................................................................ 1192

51. Ação Rescisória: de Pontes de Miranda ao Projeto de

Novo CPC ............................................................................................................ 1197

Welder Queiroz dos Santos

1. Introdução ......................................................................................................... 1197 2. Ação rescisória ................................................................................................. 1199 3. Objeto da ação rescisória: as decisões rescindíveis ........................ 1200 4. Hipóteses de cabimento da ação rescisória ........................................ 1203

4.1. Incompetência absoluta ..................................................................... 1205

4.2. Coação ........................................................................................................ 1206

4.3. Violação manifesta a norma jurídica ........................................... 1207

4.4. Prova nova ............................................................................................... 1212

4.5. Erro de fato .............................................................................................. 1214 5. Prazo para o ajuizamento da ação rescisória .................................... 1215 6. Modificações procedimentais ................................................................... 1219

6.1. Dispensa do depósito prévio ........................................................... 1219

6.2. Possibilidade de rejeição liminar da ação rescisória ............ 1220

6.3. Possibilidade concessão de tutela antecipada ......................... 1220

6.4. Resposta do réu e procedimento ................................................... 1221

6.5. Escolha do relator e do revisor ....................................................... 1221

27

6.6. Produção de provas ............................................................................. 1221

6.7. Órgão competente ................................................................................ 1222

6.8. Ação x Pedido ......................................................................................... 1222 7. Conclusão ........................................................................................................... 1223

Bibliografia ........................................................................................................ 1223

 

28