Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 9 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

1.3 Estágios da análise

solução e como o cobre se distribui entre elas. Esses procedimentos são

chamados de “especiação”.

 

1.3 Estágios da análise

 

Uma análise química completa, mesmo quando a substância é uma só,

envolve uma série de etapas e procedimentos. Cada um deles deve ser

considerado e conduzido cuidadosamente, de modo a diminuir ao máximo

os erros e manter a acurácia e reprodutibilidade. Essas etapas estão listadas

na Tabela 1.1, juntamente com alguns dos procedimentos que devem ser

empregados. Para obter resultados confiáveis, a amostragem feita de

maneira correta é essencial. Isto é particularmente verdadeiro se os

resultados obtidos da análise quantitativa dos constituintes de uma

determinada amostra, tomados individualmente, são usados para o cálculo

da composição e do valor de uma determinada propriedade de um produto

industrial acabado. Se este for o caso, é fundamental escolher uma amostra

representativa do produto como um todo.

 

Tabela 1.1 Etapas de uma análise química

 

Etapas Exemplos de procedimentos

 

1. Amostragem Depende do tamanho e da natureza física da amostra

 

2. Preparação de uma Redução do tamanho das partículas, mistura para

amostra analítica homogeneização, secagem, determinação do peso ou do

volume da amostra

 

3. Dissolução da amostra Aquecimento, ignição, fusão, uso de solvente(s), diluição

 

4. Remoção de Filtração, extração com solventes, troca de íons, separação

interferentes cromatográfica

 

5. Medidas na amostra e Padronização, calibração, otimização, medida da resposta;

controle de fatores absorbância, sinal de emissão, potencial, corrente

instrumentais

 

6. Resultado(s) Cálculo do(s) resultado(s) analítico(s) e avaliação estatística

dos dados

 

7. Apresentação de Impressão de resultados, impressão de gráficos,

resultados arquivamento de dados

 

Um líquido homogêneo não apresenta maiores problemas de

amostragem. Um sólido já é mais complicado. As amostras retiradas de

várias partes do sólido devem ser combinadas para garantir uma amostra

representativa para análise. Assim, o analista deve conhecer os

procedimentos padrões de amostragem dos diversos materiais. A

preparação da amostra é, sem dúvida, freqüentemente, a etapa mais difícil

da análise. Isto é particularmente verdadeiro quando o tratamento de

amostras sólidas exige um certo número de etapas antes de ser possível

quantificar propriedades do material a ser analisado. A conversão direta,

entretanto, de uma amostra sólida em vapor por ablação (Seção 16.9), ou o

tratamento do sólido como uma suspensão, permite, por exemplo, que a

espectroscopia de emissão de plasma acoplado por indução (ICP-OES —

Inductively coupled plasma emission spectroscopy) possa ser quase

totalmente automática.

Amostras de líquidos e gases são freqüentemente automatizadas. As

etapas mais facilmente automatizadas são as medidas instrumentais, a

otimização das calibrações, os tratamentos estatísticos e a apresentação e

arquivamento de dados. Se todas as etapas operacionais da Tabela 1.1

puderem ser executadas sem participação humana, diz-se que a análise é totalmente automática. Muitos auto-analisadores usados em laboratórios