Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 347 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

13.29 Íons complexos

aumenta a condutância da solução e reduz R.

Embora o potencial de meia-onda em uma dada célula seja independente

da concentração do analito, ele depende da natureza da espécie que

efetivamente reage e, em muitos casos, não tem exatamente o mesmo valor

do potencial do eletrodo padrão da espécie, (13.1). A situação mais

comum é quando o íon livre em solução se reduz até o metal que, por sua

vez, se dissolve no mercúrio para formar um amálgama. A reação é

reversível, mas o produto é estabilizado termodinamicamente quando o

amálgama se forma, logo E 1/2 não é igual a . A relação é

 

onde Es mede a tendência dos elétrons de fluir entre o analito sólido e o

amálgama e Cg é a atividade do metal no amálgama. Para o cádmio, = –

0,647 (em 25°C) e E 1/2 = –0,570 V.

 

13.29 Íons complexos

 

Quando a reação que ocorre no eletrodo envolve íons complexos, é possível

obter polarogramas satisfatórios se a dissociação do complexo na superfície

do eletrodo for rápida (em comparação com a velocidade de difusão),

porém o valor de E1/2 se desloca. O potencial de meia-onda é geralmente mais negativo para a redução de um íon complexo do que para a redução de

um íon simples do metal. Pode-se usar o deslocamento do potencial de

meia-onda provocado pela complexação para eliminar ou reduzir a

interferência entre íons em uma mistura. Nestas condições, pode-se

observar ondas de redução separadas para cada íon e, portanto, fazer sua

determinação.

Na análise de níquel, de chumbo etc., em ligas de cobre, a onda de

redução dos íons cobre(II) é observada na maior parte dos eletrólitos de

suporte antes das ondas dos outros metais e as mascara, impossibilitando a

análise. Para evitar isto, pode-se usar um eletrólito de suporte contendo

cianeto para converter o cobre no complexo cianocuprato(I), que só é reduzido depois do níquel, do chumbo etc. Por outro lado, se a reação do

eletrodo é reversível, é possível usar o deslocamento do potencial de meia-

onda para determinar a composição do complexo e sua constante de

formação.

Seja o caso geral da dissociação de um íon complexo:

 

A constante de instabilidade pode ser escrita como

 

a rigor, deve-se usar atividades e não concentrações.

A reação no eletrodo, supondo a formação de amálgama, é

 

M – + ne + Hg = M(Hg) n

 

Combinando estas equações tem-se

 

Pode-se mostrar [32] que a expressão para o potencial de eletrodo é

 

Aqui, – p é o número de coodenação do íon complexo, X é o ligante e n é o b

número de elétrons envolvidos na reação que ocorre no eletrodo. Como a

concentração verdadeira do complexo não aparece nesta equação, o

potencial de meia-onda é constante e independe da concentração do

complexo. (Observe, entretanto, que quanto menor for o valor de Kinstab, isto é, quanto mais estável for o complexo, mais negativo será o valor do

potencial de meia-onda em comparação ao íon livre.) Como o potencial não depende da concentração de ligante, X –, se esta for determinada em duas b