Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 348 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

13.30 Técnicas quantitativas

concentrações diferentes de ligante pode-se mostrar que

 

Esta equação permite determinar o número de coordenação do complexo e

sua fórmula. Pode-se mostrar, também, que

 

Esta equação é verdadeira se a concentração do ligante é suficientemente

alta para que se possa considerá-la a mesma na superfície do eletrodo e na

solução. Assim, pode-se determinar a constante de formação pela

comparação do potencial de meia-onda do íon livre com o potencial

observado em uma dada concentração do ligante.

 

13.30 Técnicas quantitativas

 

Uma das grandes vantagens da polarografia clássica ou polarografia de

corrente direta é que os processos discutidos anteriormente podem ser

observados em solução para muitos tipos de materiais. Se a substância se

reduz ou se oxida entre os potenciais +0,4 e –1,2 V, pode-se observar uma

onda polarográfica proporcional à concentração da espécie eletroativa. Se

várias espécies estão presentes na mesma solução, pode-se observar um

certo número de ondas polarográficas com potenciais de meia-onda em

valores próximos dos potenciais padrões de eletrodo das espécies. O

aumento da corrente de difusão entre uma corrente limite e a seguinte é

proporcional à concentração da espécie envolvida. É geralmente necessária

uma diferença de potencial de cerca de 100 mV entre os potenciais de

eletrodo para permitir a resolução adequada de duas ou mais ondas.

Não se pode observar substâncias que se oxidam em potenciais positivos

superiores a +0,4 V por causa da oxidação do mercúrio e em potenciais

negativos maiores do que cerca de –1,2 V devido à redução da água. Isto

não impede que a técnica polarográfica possa ser usada para um grande

número de metais (cátions) e muitos dos ânions comuns. Substâncias

orgânicas com grupos funcionais que podem ser oxidados ou reduzidos

também podem ser determinadas em água por polarografia clássica, porém

muitas destas reações são lentas e, portanto, cineticamente irreversíveis,

logo, a análise leva a ondas polarográficas com curvaturas menos bem

definidas.

Na polarografia clássica, a altura da onda é proporcional à concentração

(13.2) e, por isso, a técnica é muito usada para a análise quantitativa. Dois

métodos são comumente usados: o das curvas de altura da onda versus

concentração e o da adição padrão.

 

Curvas de altura da onda versus concentração

 

Prepare soluções diferentes com concentrações conhecidas do íon de

interesse. Use um eletrólito de suporte de mesma composição e a mesma

quantidade de supressor de máximo para os padrões e para os

desconhecidos. Meça a altura das ondas como for mais conveniente e faça o

gráfico da altura da onda contra a concentração. Repita o procedimento para

o desconhecido e leia a concentração na curva. O método é empírico e a

única hipótese feita é que existe correspondência nas condições de

calibração. A altura da onda não é, necessariamente, uma função linear da

concentração, embora este seja normalmente o caso. Para resultados mais

precisos, obtenha o polarograma dos padrões antes e depois da obtenção do

polarograma da amostra desconhecida.

 

Método da adição padrão

 

Obtenha o polarograma da solução que contém o desconhecido. Adicione à

célula polarográfica um volume conhecido de uma solução padrão do

mesmo íon e obtenha um segundo polarograma. Calcule a concentração desconhecida do íon usando a altura das duas ondas polarográficas, a