Vogel: Análise Química Quantitativa
3.9 Temperatura padrão
Teepol é um detergente relativamente brando e barato que pode ser usado na limpeza da vidraria. A solução estoque comum de laboratório é uma solução 10% em água destilada. Para limpar uma bureta, dilua 2 ml da solução estoque em 50 ml de água destilada. Encha a bureta e deixe em repouso por 30 a 60 s. Escorra o detergente e lave a bureta três vezes com água da torneira e depois diversas vezes com água destilada. Uma pipeta de 25 ml pode ser limpa da mesma forma, com 1 ml da solução estoque em 25 a 30 ml de água desionizada.
Um método freqüentemente usado é encher a aparelhagem, cuidadosamente, com uma mistura de limpeza contendo ácido crômico — uma solução quase saturada de dicromato de sódio ou de dicromato de potássio em ácido sulfúrico concentrado. Deixe em repouso por várias horas, de preferência durante a noite. Remova o ácido e lave cuidadosamente a aparelhagem com água desionizada. Deixe escorrer até que seque. Dicromato de potássio não é muito solúvel em ácido sulfúrico concentrado (cerca de 5 g·l –1). Já o dicromato de sódio (Na –1 Cr O · 2H O) é muito mais solúvel (cerca de 70 g·l). A maior solubilidade e o menor
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custo justificam a preferência pelo dicromato de sódio na preparação da mistura de limpeza. É aconselhável filtrar, de tempos em tempos, a mistura dicromato de sódio/ácido sulfúrico através de lã de vidro colocada no fundo de um funil de vidro. Este procedimento remove pequenas partículas e a lama comumente presentes que podem entupir a ponta das buretas.
Para obter um agente desengordurante muito eficaz, de ação mais rápida do que a mistura de limpeza, dissolva 100 g de hidróxido de potássio em 50 ml de água. Deixe esfriar e complete até 1 litro com álcool metílico comercial.[2a] Esta mistura deve ser manipulada com muito cuidado.
3.9 Temperatura padrão
A capacidade de um frasco de vidro varia com a temperatura. Por isto, é necessário definir uma temperatura na qual se pretende que a capacidade nominal do recipiente está correta. Na Inglaterra, usa-se 20°C. Um segundo padrão de temperatura igual a 27°C é aceito pelo Instituto Britânico de Padrões para uso nos climas tropicais onde a temperatura ambiente é normalmente superior a 20°C. O Escritório Nacional de Padrões dos EUA adota a opinião de alguns químicos de que a temperatura de 25°C está mais próxima da temperatura média dos laboratórios norte-americanos e calibra as aparelhagens aferidas de vidro em 20°C e em 25°C.
Considerando o coeficiente de expansão cúbica do vidro de sódio como sendo cerca de
0,000030°C–1 –1 e o do vidro de borossilicato como sendo cerca de 0,000010°C, a Tabela 3.1 dá as correções a serem aplicadas para obter a capacidade de um frasco padrão de 1000 ml a temperaturas diferentes de 20oC. Procure a temperatura na coluna correspondente, olhe ao longo da linha até achar a coluna apropriada da expansão do vidro e adicione o valor encontrado a 1000 ml.