Vogel: Análise Química Quantitativa

J Mendham · Capítulo 398 de 495

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Vogel: Análise Química Quantitativa

16.3 Espectroscopia de emissão de chama (flame emission spectroscopy – FES)

amostra varia em uma pequena faixa, a intensidade de uma dada linha

espectral de um elemento é proporcional ao número de átomos excitados e,

portanto, à concentração do elemento na amostra. A energia emitida (isto é,

a intensidade da luz) era normalmente determinada fotograficamente. A

concentração do elemento desconhecido era determinada a partir do

escurecimento de certas linhas do espectro na chapa fotográfica.

A determinação quantitativa do escurecimento das linhas era feita com

um microfotômetro. Efetuavam-se as medidas de i e i0, a luz transmitida pela linha em questão e a luz transmitida pela porção clara na chapa,

respectivamente. A densidade D, a rigor a densidade de escurecimento

(também representada por B), é definida como D = log10 (i0/i), assumindo que a deflexão do galvanômetro do microfotômetro é diretamente

proporcional à luz incidente na fotocélula.

 

16.3 Espectroscopia de emissão de chama ( flame emission spectroscopy — FES)

 

Hoje, dois métodos são usados na espectroscopia de emissão de chama. O

método original, conhecido como fotometria de chama, é usado,

principalmente, na análise de metais alcalinos, particularmente em fluidos e

tecidos biológicos. Atualmente, todavia, o procedimento usual é operar um

espectrômetro de absorção atômica de chama no modo de emissão (Fig.

15.3). Neste caso, a chama age como fonte de radiação e a lâmpada de

catodo oco e a modulação do sinal não são mais necessárias. A

espectroscopia de emissão de chama pode ser mais sensível do que a

espectroscopia de absorção atômica de chama. Isto é verdade para os

elementos cujas raias de ressonância estão em valores relativamente baixos

de energia (tipicamente, comprimentos de onda maiores do que 400 nm).

Assim, por exemplo, o sódio (raia de emissão em 589,0 nm) e o lítio (em

670,8 nm) têm grande sensibilidade na espectroscopia de emissão de chama

(Seção 15.1).

 

Fotômetros de chama A chama é uma fonte de energia muito mais fraca do que as fontes elétricas

de excitação mencionadas na Seção 16.2. Por isso, a chama produz um

espectro de emissão mais simples, com menos linhas. Além disso, chamas

relativamente frias como, por exemplo, de ar–propano, são normalmente

usadas nos fotômetros de chama. Em um fotômetro de chama, a radiação

emitida é isolada com um filtro óptico (usualmente um filtro de

interferência) e convertida em um sinal elétrico pelo fotodetector,

geralmente uma fotomultiplicadora. A Fig. 16.2 mostra o esquema do

Modelo 410 da Chiron Diagnostics, um fotômetro de chama relativamente

simples.

 

Principais componentes

 

Faz-se passar o ar, em uma pressão conhecida, por um nebulizador. A

sucção assim provocada arrasta a solução da amostra para dentro do

nebulizador para formar uma neblina fina que é enviada ao combustor.

Nele, em uma pequena câmara de mistura, o ar encontra o gás combustível

(normalmente propano) em uma pressão conhecida e a mistura é queimada.

A radiação produzida pela chama passa, então, por uma lente e um filtro

óptico (normalmente um filtro de interferência), que só permite a passagem

da radiação característica do elemento de interesse para o fotodetector (uma

fotomultiplicadora). A leitura é feita em um visor digitalizado.

Fig. 16.2 Fotômetro de chama simples (Cortesia de Chiron Diagnostics, Sudbury, Inglaterra)

Fig. 16.3 Fotômetro de chama de feixe duplo (Cortesia de Chiron Diagnostics, Sudbury,

Inglaterra)

 

A precisão da técnica aumenta quando se usa um fotômetro de chama de

feixe duplo (padrão interno). A Fig. 16.3 mostra um diagrama do fotômetro

de chama clínico de feixe duplo, modelo 480, da Chiron Diagnostics. A

solução do padrão interno (Seção 16.4), que contém um sal de lítio, é

monitorada continuamente para assegurar a precisão durante a análise. O

sistema óptico de referência interno (Ref) usa um filtro de interferência de

lítio. A razão das intensidades entre Na e Li, ou entre K e Li, é obtida pelos

fotodetectores adequados. O circuito eletrônico dá a leitura direta das

concentrações de sódio e de potássio. Além destas facilidades, o aparelho

incorpora um sistema automático de diluição que manipula todos os tipos de amostras (plasma/soro e urina) e elimina os processos manuais