Vogel: Análise Química Quantitativa
4.4 Precisão
Método comparativo
Muitas vezes, como na análise de minerais, por exemplo, a preparação de amostras sólidas com a composição desejada pode ser impossível. É então necessário recorrer a amostras padrões do material em questão (mineral, minério, liga etc.) nas quais a quantidade do constituinte de interesse já tenha sido determinada por um ou mais métodos de análise, supostamente exatos. O método comparativo envolve padrões secundários e não é completamente satisfatório do ponto de vista teórico, porém, é muito útil nas análises de rotina. As amostras padrões podem ser obtidas de várias fontes (Seção 4.5).
Se vários métodos diferentes de análise de um dado constituinte puderem ser usados
como, por exemplo, métodos gravimétricos, titulométricos ou espectrofotométricos, a concordância entre os resultados de pelo menos dois deles, cujas características sejam essencialmente diferentes, pode ser, usualmente, aceita porque sugere a ausência de erros sistemáticos apreciáveis em ambos (o erro é sistemático quando pode ser avaliado experimental ou teoricamente).
4.4 Precisão
A precisão pode ser definida como sendo a concordância em uma série de medidas de uma dada grandeza. A acurácia expressa a proximidade dos valores real e medido, e a precisão, a “reprodutibilidade” da medida (esta definição de precisão será alterada adiante). A precisão sempre acompanha a acurácia, mas uma precisão alta não garante a acurácia. Isto pode ser visto no seguinte exemplo.
Sabe-se que uma substância contém 49,10% ± 0,02% do constituinte A. Os resultados
obtidos por dois analistas para esta substância com o mesmo método analítico foram
ANALISTA 1%A 49,01; 49,25; 49,08; 49,14