Vogel: Análise Química Quantitativa
11.9 Sulfato como sulfato de bário
durante 1 hora para que esfrie. Filtre a solução fria em um cadinho de vidro sinterizado ou de porcelana, previamente aquecido até 110–120°C, e pese,
após esfriamento, em um dessecador. Lave o precipitado com água fria até que as águas de lavagem estejam livres de cloreto e seque na temperatura de 110–120°C por 45-50 minutos. Deixe esfriar em um dessecador e pese. Repita
o procedimento de secagem até peso constante. Pese como Ni(C 4H7O2N2)2, que contém 20,32% de Ni.
11.9 Sulfato como sulfato de bário
Discussão O procedimento consiste na adição lenta de uma solução diluída
de cloreto de bário a uma solução quente de sulfato, levemente acidificada com ácido clorídrico:
Filtre o precipitado, lave com água e calcine ao rubro cuidadosamente. Pese como sulfato de bário. É aconselhável fazer a precipitação em solução fracamente ácida para evitar a formação dos sais de bário de ânions como
cromato, carbonato e fosfato, insolúveis em meio neutro. Além disto, o precipitado obtido é formado por cristais grandes, mais fáceis de filtrar. Também é muito importante fazer a precipitação na temperatura de ebulição,
porque a supersaturação relativa é menor quando a temperatura é mais alta. A concentração do ácido clorídrico é limitada pela solubilidade do sulfato de
bário. A concentração de 0,05 M é adequada porque a solubilidade do precipitado em presença de cloreto de bário nestas condições é desprezível. O precipitado pode ser lavado com água fria e as perdas eventuais devidas à
solubilidade podem ser desprezadas, exceto para trabalhos de maior acurácia.
O sulfato de bário tem a tendência de arrastar outros sais. Os resultados
obtidos são elevados ou baixos dependendo da natureza do sal co-precipitado. Assim, cloreto e nitrato de bário são arrastados facilmente. O peso destes sais se adiciona ao peso real do sulfato de bário, logo, o resultado obtido será
elevado porque o cloreto não é afetado pela calcinação enquanto o nitrato de bário se converte em óxido de bário. O erro devido ao cloreto pode ser consideravelmente reduzido com a adição, muito lenta, da solução diluída
quente de cloreto de bário à solução quente de sulfato, sob agitação constante. O erro devido ao nitrato não pode ser evitado e, por isto, o íon deve ser
sempre removido, antes da precipitação, por evaporação com um grande excesso de ácido clorídrico.
O sulfato de bário puro não se decompõe quando aquecido em ar seco até
cerca de 1400°C:
BaSO4 = BaO +SO3
O precipitado, porém, se reduz facilmente a sulfeto em temperaturas acima de
600°C pelo carbono do papel de filtro:
BaSO4 + 4C = BaS + 4CO
Evite a redução deixando o papel carbonizar sem formação de chama e queimando depois o carbono, lentamente, em temperatura baixa e atmosfera
oxidante. Se houver redução do precipitado, ele pode ser reoxidado por tratamento com ácido sulfúrico, seguido de volatilização do ácido e novo
aquecimento. A calcinação final do sulfato de bário não precisa ser feita em uma temperatura superior a 600–800°C (rubro incipiente). Use cadinhos de Vitreosil ou de porcelana para eliminar completamente a possibilidade da
redução do precipitado pelo carbono.
Procedimento Pese com exatidão cerca de 0,3 g do sólido (ou uma amostra que contenha 0,05 a 0,06 g de enxofre), transfira o material para um bécher de
400 ml, com um agitador, e cubra com um vidro de relógio. Dissolva o sólido em cerca de 25 ml de água, adicione 0,3 a 0,6 ml de ácido clorídrico concentrado e dilua até 200–255 ml. Aqueça a solução até a ebulição e
adicione, gota a gota, com uma pipeta ou uma bureta, 10–12 ml de uma
solução quente de cloreto de bário 5% (5 g de BaCl2·2H2O em 100 ml de água, ~0,2 M). Agite a solução constantemente durante a adição. Deixe o precipitado sedimentar por 1 ou 2 minutos. Em seguida, teste o líquido sobrenadante para verificar se a precipitação foi completa, adicionando
algumas gotas da solução de cloreto de bário. Se houver formação de precipitado, adicione lentamente mais 3 ml do reagente, deixe decantar o